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O radioamador sempre estará lá...

sábado, 31 de julho de 2010

Arquivo Histórico Rádio Amador Português - AHRAP

CR6M, Portugal
Posted: 31 Jul 2010 04:06 AM PDT

Vai estar activo de 30 Julho a 6 Agosto de 2010 o indicativo comemorativo CR6M dos 30 anos de actividade radioamadoristica de CT1AHU, Carlos Moreira.
QTH - CRATO

DDFP CRT02

DMP 1206


QSL via PT7ZT.

AHRAP-Arquivo Histórico Rádio Amador Português http://ahrap.no.sapo.pt ou http://ahrap.blogspot.com

VII Fórum Nacional de Defesa Civil

COMUNICADO



Os preparativos para o VII Fórum Nacional de Defesa Civil em Ponta Porã/ MS começaram. Para facilitar a participação de todos no Fórum, a data do evento foi transferida para os dias 22 a 24 de setembro de 2010.

Acesse o site www.forumdefesacivil.org e faça a sua inscrição gratuitamente.

A programação conta com conferências, debates, grupos de trabalho e oficinas, e você pode enviar as suas propostas de painéis e apresentações orais. O Fórum Nacional objetiva promover difusão de conhecimento e espaço para troca de experiências relacionadas às boas práticas em Defesa Civil com ênfase nas ações locais. Com tema Cidades Mais Seguras, a proposta do Fórum deste ano é discutir temas na direção das diretrizes aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Defesa Civil, com foco nos municípios, assim como Defesa Civil em áreas fronteiriças, Defesa civil nas escolas e outras temáticas relevantes.

Pela primeira vez o Fórum ocorrerá em um município do centro-oeste brasileiro. Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, é cidade diferente, pois faz divisa com Pedro Juan, no Paraguai. Ali podemos observar o encontro de povos e culturas, e o trabalho contínuo da Defesa Civil local em construir cidades mais seguras para além das fronteiras e territórios.

No site do evento você encontrará informações para efetuar sua inscrição e orientações de como proceder para apresentação de trabalhos. Em breve estarão disponíveis mais informações sobre Ponta Porã, hotéis conveniados ao evento, horários de ônibus, entre outras noticias. Enquanto isso, acesse a página da Prefeitura de Ponta Porã, www.pontapora.ms.gov.br, e conheça mais um pouco da cidade que sediará o nosso evento.

Venha a Ponta Porã e prestigie este encontro!

Comissão Organizadora do 7º Fórum Nacional de Defesa Civil

sábado, 24 de julho de 2010

Conheça o ano/mês de fabricação do seu YAESU

Simple breakdown of the Yaesu code is below:

Position 1 = year made
Position 2 = month made
C = January
D = February
E = March
F = April
G = May
H = June
I = July
J = August
K = September
L = October
M = November
N = December

Position 1 = last digit of the year in which the radio was produced
Position 2 = month made
Pos 3 &/or 4 = lot number(s)
Pos 5<-8 = sequence in that lot

Example - My FT897D 4H370xxx would translate to:

4 = 2004
H = June
37 = Lot number 37

Palestra sobre Propagação

Palestra sobre Propagação

A LABRE-SP informa a todos que estão abertas as inscrições para a palestra que será realizada dia 31/07/2010, das 09:30 às 11:30h, pelo Radioamador César Augusto de Camargo Rodrigues - PY2 YP, cujo tema será PROPAGAÇÃO, no Auditório da Escola Senai de Informática, localizada na Alameda Barão de Limeira nº 539, esquina com a rua Helvétia, no bairro da Santa Cecília.
Os interessados em participar deverão ligar para a Secretaria da LABRE-SP, nos telefones 2093.9888 e 2225.2828.
Esclarecemos que as vagas são limitadas, portanto, faça já a sua inscriç ão para garantir sua participação.

Secretaria da LABRE-SP

Nas ondas do rádio

Nas ondas do rádio

A paixão pelo radioamadorismo é compartilhada por muita gente da Baixada. Em Nilópolis, existe até a Casa do Radioamador, uma espécie de clube dos aficionados pela atividade. Em Mesquita, a Sala Landell de Moura é dedicada ao assunto. O Caderno Baixada (assinantes leem aqui) desta semana traz histórias de alguns radioamadores da região, que explicam como se realiza a comunicação e contam as experiências vividas por meio das ondas de rádio. São pessoas como o funcionário público Evandro Barbosa Lopes, de 44 anos, que em março deste ano entrou em contato com a Capitania dos Portos, depois de receber um chamado de socorro da tripulação de um barco de pesca, quje estava à deriva, a 150 milhas costa do Maranhão.

- Eu estava na frequência 28.400 Mhz, no modo USB, a chamada banda de 10 metros, conversando com um radioamador de Fortaleza. Quando terminou a conversa, permaneci na escuta, mas apontei a minha antena direcional para o Norte, aguardando o contato de um radioamador dos Estados Unidos. Nesse intervalo, ouvi um chamado do barco Lobo do Mar. Estranhei e até pensei, num primeiro momento, que se tratava de um trote. Voltei a apontar a antena para o Nordeste e consegui falar melhor com a pessoa, que se identificou como o mestre da embarcação e disse que o barco, um pesqueiro, estava à deriva, com pane elétrica. Eu o orientei a desligar o equipamento para poupar a bateria enquanto eu procurava ajuda. E disse para ele entrar novamente em contato comigo em meia hora. Mas isso, infelizmente, não aconteceu. Eu passei todos os dados à Capitania dos Portos e a Marinha realizou o serviço de rastreamento e busca durante três dias, mas não encontrou o barco - conta Evandro.

Apesar de não ter havido um final feliz, a história mostra a importância do radioamador em situações de emergência.

- Ficaria realmente agradecido se as oito pessoas que estavam no barco tivessem sido resgatadas. Tentei ajudá-los, mas a situação era muito crítica. A Marinha fez tudo o possivel, mas o barco estava em um local de profundidades abissais. Mas é bom destacar que outras situações, como o 11 de setembro, o Katrina e a tragédia no Morro do Bumba tiveram atuiação importante de radioamadores na troca de informações e pedidos de ajuda - ressalta Evandro.
fonte:www.oglobo.globo.com 24/07/2010

Na ondas do rádio

Na ondas do rádio

A paixão pelo radioamadorismo é compartilhada por muita gente da Baixada. Em Nilópolis, existe até a Casa do Radioamador, uma espécie de clube dos aficionados pela atividade. Em Mesquita, a Sala Landell de Moura é dedicada ao assunto. O Caderno Baixada (assinantes leem aqui) desta semana traz histórias de alguns radioamadores da região, que explicam como se realiza a comunicação e contam as experiências vividas por meio das ondas de rádio. São pessoas como o funcionário público Evandro Barbosa Lopes, de 44 anos, que em março deste ano entrou em contato com a Capitania dos Portos, depois de receber um chamado de socorro da tripulação de um barco de pesca, quje estava à deriva, a 150 milhas costa do Maranhão.

- Eu estava na frequência 28.400 Mhz, no modo USB, a chamada banda de 10 metros, conversando com um radioamador de Fortaleza. Quando terminou a conversa, permaneci na escuta, mas apontei a minha antena direcional para o Norte, aguardando o contato de um radioamador dos Estados Unidos. Nesse intervalo, ouvi um chamado do barco Lobo do Mar. Estranhei e até pensei, num primeiro momento, que se tratava de um trote. Voltei a apontar a antena para o Nordeste e consegui falar melhor com a pessoa, que se identificou como o mestre da embarcação e disse que o barco, um pesqueiro, estava à deriva, com pane elétrica. Eu o orientei a desligar o equipamento para poupar a bateria enquanto eu procurava ajuda. E disse para ele entrar novamente em contato comigo em meia hora. Mas isso, infelizmente, não aconteceu. Eu passei todos os dados à Capitania dos Portos e a Marinha realizou o serviço de rastreamento e busca durante três dias, mas não encontrou o barco - conta Evandro.

Apesar de não ter havido um final feliz, a história mostra a importância do radioamador em situações de emergência.

- Ficaria realmente agradecido se as oito pessoas que estavam no barco tivessem sido resgatadas. Tentei ajudá-los, mas a situação era muito crítica. A Marinha fez tudo o possivel, mas o barco estava em um local de profundidades abissais. Mas é bom destacar que outras situações, como o 11 de setembro, o Katrina e a tragédia no Morro do Bumba tiveram atuiação importante de radioamadores na troca de informações e pedidos de ajuda - ressalta Evandro.
fonte:www.oglobo.globo.com 24/07/2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

HOMOLOGAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E FISCALIZAÇÃO

A LABRE-SP já há algum tempo iniciou negociações com a Anatel/SP-BR, em parceria com a LABRE Nacional, no sentido de harmonizar o relacionamento Fiscalização Anatel x Radioamadores, no que tange a questões de Apreensões/Homologação de Equipamentos, cujos resultados temos a grata satisfação de divulgar com o texto abaixo enviado pelo Diretor de Radioamadorismo da LABRE Nacional, Radioamador Orlando Perez Filho - PT2 OP:

Aramir Lourenço
PY2 BY
LABRE-SP
Presidente Estadual

Em razão de diferentes interpretações das instâncias estaduais de fiscalização da Anatel quanto à homologação de equipamentos, a LABRE Nacional tem trabalhado junto à Agência no sentido de que haja um entendimento uniforme da legislação, notadamente na questão de homologação de equipamentos.

Em reunião com a Gerência responsável pela normatização sobre a homologação de equipamentos, fomos informados de que a homologação de determinado aparelho tem caráter amplo, isto é, após realizada é extensiva a todos os outros aparelhos idênticos de outros radioamadores.

A homologação só tem prazo de validade para equipamentos de fábricas ou lojas comerciais (fins comerciais). Para o radioamador a homologação é permanente, inclusive no caso de venda para outro radioamador (venda eventual, sem caráter comercial)

Informada pela LABRE de que órgãos de fiscalização estaduais da Anatel tem feito autuações em desacordo com o acima disposto, o Gerente se prontificou a entrar em contato com a Gerência de Fiscalização para emitirem esclarecimento às estaduais.

Quanto a homologação em si, a Anatel se dispôs a fazer um piloto de mutirão para homologação.

Com essa medida a Anatel, em dia previamente acordado, instalará um laboratório de homologação na sede da LABRE Nacional.

A LABRE Nacional, por sua vez, reunirá os equipamentos que necessitam de homologação (solicitará aos radioamadores – associados ou não – que levem seu equipamento a sua sede para os testes).

Feitos os testes a Anatel emitirá um laudo técnico em nome da LABRE para cada tipo/modelo de equipamento avaliado.

O equipamento somente será considerado homologado após o pagamento da taxa (R$200,00 por equipamento) legal.

Como, infelizmente, a LABRE não tem condições de arcar com essa despesa, o radioamador interessado na homologação pagará a taxa (poderá fazer uma “vaquinha” com outros eu necessitem da homologação) e a LABRE encaminhará cópia do recibo à Anatel e solicitará o término do processo de homologação. (a homologação será válida para todos os radioamadores, quem pagou e quem não pagou).

Segundo a Anatel, a taxa não pode ser dispensada, por estar prevista na legislação geral (não só do serviço de radioamador).

Esse piloto, que será feito em Brasília, caso tenha sucesso poderá no futuro ser feito nas LABRE Estaduais, desde que haja quantidade de equipamentos a serem homologados que justifique o procedimento.

Com isso os radioamadores estarão isentos do custoso e demorado procedimento de homologação através de laboratórios credenciados.

A LABRE trabalha pelos radioamadores brasileiros.

Orlando Perez .·. PT2OP

Diretor de Radioamadorismo

LABRE Nacional

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Atividade de Campo Escoteiro

Neste final de semana 17 e 18 de julho o Grupo Escoteiro Dois de Ouro estará em atividade de campo (campo de instrução do Exercito JF – 4ª Brig. Inf. – La. 21°42’31.00s Lo. 43°23’8.00s)

Se tudo correr conforme o planejado estaremos no ar com a estação de PY4APM preferencialmente nas frequências escoteiras, sugeridas pela Organização Mundial de Radioescotismo. Também na repetidora local de juiz de Fora 146.850.

Os amigos e Irmãos escoteiros que puderem nos dar a honra de um QSO seremos gratos.



horário vai depender do movimento de cada banda, onde tiver

gente nós também estaremos... 73 x 3.



band
SSB (phone)

80 m
3.740 MHz

40 m
7.090 MHz

20 m
14.290 MHz

10 m
28.390 MHz




SAPS - T.’. F.’. A.’.



Julio Cesar Franca de Oliveira – PU4JFO

102° GE MG Dois de Ouro – PY4APM

CONCURSO QRS-10 LABRE-SP 8ª Edição

CONCURSO QRS-10 LABRE-SP
8ª Edição

Objetivo: Concurso de âmbito nacional com o objetivo de promover a prática da comunicação em telegrafia em baixa velocidade de até (10 PPM) e incentivar a participação dos RADIOAMADORES que não tem prática na modalidade de CW.

Data e Duração: Será realizado anualmente todo 3º (terceiro) final de semana completo do mês de julho, com início às 21:00h UTC (18:00h PT2) de sábado às 21:00h UTC (18:00h PT2) de domingo. (Neste ano de 2010 será nos dias 17 e 18 de julho)

Faixa: Exclusivamente na faixa dos 40 metros. (de 7.010 kHz a 7.035 kHz).

Categorias:
Operador único classe A ou B – Categoria AB;
Operador único classe C – Categoria C;
Grupos e Associações (Permitidos múltiplos operadores) – Categoria G;
QRP (Operador único até 10 Watts) – Categoria Q.
Obs.: Não será permitido dois ou mais operadores utilizarem o mesmo indicativo, com exceção aos clubes e agremiações com o indicativo próprio da entidade.

Chamada: “...CQ QRS CQ QRS de ...”

Troca de Mensagens: RST seguido da Categoria:
599 operadores individuais (classes: A, B e C), onde a categoria fica subentendida;
599/G operadores de grupos e associações;
599/Q operadores QRP.
Pontos:
Radioamador classe A e B 3 pontos;
Radioamador classe C 7 pontos;
Grupos e Associações 5 pontos;
QRP 10 pontos;
LABRE-SP – PY2AA 30 pontos.

Multiplicadores:

QRS 10 - MULTIPLICADORES

SUL
SUDESTE
CENTRO-OESTE
NORTE
NORDESTE
SUL
2
3
4
6
5
SUDESTE
3
2
3
6
4
CENTRO-OESTE
4
3
2
4
5
NORTE
6
6
4
3
5
NORDESTE
5
4
5
5
2



Dados do LOG:
Registros de LOG:Os logs devem ser enviados em formato cabrillo (.LOG) ou excel (.XLS). Não serão aceitos logs manuscritos;
a. Você deve colocar apenas o seu indicativo no assunto (subject) e anexar o arquivo com o seu log. Não deve ser escrita mais nenhuma informação.


Envio do LOG: O prazo de envio será de no máximo 30 dias após o encerramento do concurso. Utilizar uma das formas abaixo:

Via E-mail: qrs10@labre-sp.org.br
CONCURSO QRS-10
Atenção: Anexar arquivos, não copiar dados para o corpo do E-mail.

Obs: Vale como data de envio a data de envio do E-mail.
Por favor, não deixe de fazê-lo, lembre-se que ao não enviar seu log você está prejudicando todos aqueles com quem registrou contato.

Premiação:
a. Um manipulador iâmbico para o primeiro lugar absoluto.
b. Troféus para os primeiros colocados em cada categoria, desde que haja no mínimo 5 participantes. Na hipótese de determinada categoria ser disputada por menos de 5 participantes, será outorgada apenas 1 medalha ao primeiro participante.
c. Medalhas para os segundos e terceiros colocados em cada categoria, desde que haja no mínimo 5 participantes. Na hipótese de determinada categoria ser disputada por menos de 5 participantes, serão outorgados diplomas.
PY2AA - Estação Oficial da LABRE-SP participará como CHECK-LOG, não concorrendo aos prêmios.


Resultados e entrega dos prêmios:
a. O resultado do concurso será publicado no site (www.labre-sp.org.br) até 180 dias após o termino do concurso e os vencedores serão notificados via correio ou E-mail;
b. Os prêmios serão entregues em solenidade comemorativa agendada pela LABRE-SP;
c. O prêmio poderá ser enviado pelo correio mediante solicitação por escrito, caso o vencedor esteja impossibilitado de recebê-lo na ocasião da entrega.

Desclassificação: Será desclassificado o radioamador que:
Violar a legislação vigente que regulamenta o serviço de radioamadorismo;
Violar qualquer uma das regras deste regulamento;
Utilizar-se de outros meios de comunicação tipo telefone, EchoLink, Cluster e etc.
d. Transmitir em velocidade acima de 10 PPM.


Observação:
A comissão organizadora do concurso QRS-10 é soberana para deliberar sobre cada caso, e suas decisões na apuração dos pontos não serão passíveis de recurso.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Radiamdorismo em desenho

Mensagem para todos os membros da Associação de Radioamadores do Alto Minho

Mensagem para todos os membros da Associação de Radioamadores do Alto Minho

Caros Membros
Serve esta mensagem para lembrar que no próximo dia 17 de Julho (Sábado) realiza-se o 6º Concurso ARAM de VHF-UHF da Associação de Radioamadores do Alto Minho.
Contamos com a tua participação!!!
Podem consultar o regulamento em http://aram.no.sapo.pt/


Pela ARAM




Visita Associação de Radioamadores do Alto Minho em: http://radioamadores-alto-minho.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

O FASCINANTE MUNDO DO RADIOAMADORISMO

O FASCINANTE MUNDO DO RADIOAMADORISMO

Em 1986 a TVE-RS realizou uma série de gravações com depoimentos de radioamadores gaúchos sobre o tema Radioamadorismo, que era para a produção de um programa de televisão. Lamentavelmente, o programa não foi ao ar e nem as gravações foram editadas, mas tive a sorte de recuperar estas gravações. Agora, com o auxilio do nosso querido amigo Sandyr Carlos Garcia Schuster - PY3AQF, que se propôs a produzir estas gravações em DVD, recuperamos o trabalho. O material ficou gravado em dois DVDs, sendo o primeiro com três telas, contendo 17 depoimentos e o segundo DVD com duas telas contendo nove depoimentos. A apresentação é do saudoso amigo Dirceu Pivatto da Silva - PY3IT.

DVD Nº 1

01 - PY3ABT - Gilberto Costa Leite – Quem somos e como somos

02 - PY3JN - Júlio Luiz Raupp – O que é Schack?

03 - PY3ACC - Alberto Volkmar Christensen – Faixa do Cidadão

04 - PY3CEM - Carlos Alberto Barbosa de Oliveira – Concursos e Contestes

05 - PY3SS - Marcelo Phul – Amplificador Linear

06 - PY3SS - Marcelo Phul – Antenna Tuner

07 - PY3BOQ - Roberto Gambino Bacelar – QRP

08 - PY3CM - Carlos Maria Ferreira – DX

09 - PT2VE - Remy Flores Toscano – Presidência da LABRE

10 - PY3CM - Carlos Maria Ferreira – Instrumentais do Radioamador

11 - PY3AQF - Sandyr Carlos Garcia Schuster – Fone Patch e Autopatch

12 - Otto Albuquerque - Réplica do Transmissor de Ondas do Pe. Landell de Moura

13 - PY3VR - Luiz Roberto Assumpção Cabello – Antenas direcionais

14 - PY3EJ - Paulo Antonio Mangabeira Brochado - Tecnologias no Radioamadorismo

15 - PY3EJ - Paulo Antonio Mangabeira Brochado - Pioneirismo no Radioamadorismo

16 - PY3NW - Rubem Paulo Penz – Antena Borboleta – VHF

DVD Nº 2

1 - PY3IT - Dirceu Pivatto da Silva – RTTY

2 - PY3BC - Odi Melo – Diretor da LABRE-RS

3 - PY3AQF - Sandyr Carlos Garcia Schuster – Estações móveis

4 - PY3HF - José Alfredo de Alcovia Barcellos – Radioescuta

5 - PY3CFI - José André Guimarães – Que é Radioamador?

6 - PY3BC - Odi Melo – Radiointerferências

7 - PY3ABT - Gilberto Costa Leite – Que são Rodadas?

8 - PY3IT - Dirceu Pivatto da Silva – O computador no Radioamadorismo

9 - PY3IT - Dirceu Pivatto da Silva – A ionosfera e comunicações

IVAN DORNELES RODRIGUES

e-mail: ivanr@cpovo.net

HTTP://www.geocities.ws/py3idr

SWL

Hoje é 14 de julho. Além de ser o dia da gloriosa Revolução Francesa seria o aniversário do Professor Robert que nos anos 70 e 80 foi um grande incentivador dos dexistas que incentivou na época, dezenas de jovens para esse hobby.
O seu apartameto no Largo do Arouche foi um verdadeiro QG dos dexistas , onde muitas pessoas participarem de reuniões e até de cursos.
O sr Robert Veltmayer era um holândes radicado no Brasil e conhecia muito o mundo das ondas curtas , principalmente o seu papel durante a Segunda Guerra Mundial e na Guerra Fria.
Foi talvez o primeiro brasileiro a tomar conhecimento da queda do avião da Varig em Orly no ano de 1973, no qual morreram muitas pessoas incluindo algumas conhecidas personalidades do Brasil, como o cantor Agostinho dos Santos.
Ele contava que todo ano acompanhava pelas ondas curtas uma famosa competiçao ciclista chamada volta pela França, quando a emissora que ouvia parou de transmitir para informar sobre o acidente.
Ligou em seguida para a Varig que até aquele momento nada sabia.
Coisas dos tempos que as ondas curtas tinha um papel preponderante nas comunicações, nde nem se pensava por aqui na internet.
Mas o maior legado do professor Robert Veltmyer foi usar o dexismo como uma ponte de amizade entre as pessoas e os grupos e clubes dexistas que surgiram no período que sua casa era o nosso QG.
Eu participei de apenas algumas reuniões, mas mesmo assim deu para admirar esse homem que até hoje tenho em meu coração.
Foi pensando nisso que em um dos antigos e memoráveis encontros de dexisas( Enbradex) lançei a idéia de comemorarmos o dia 14 de julho como o Dia da Amizade DX no Brasil.
Salve 14 de julho!


Cassiano A. Macedo

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Receptor(PARTE6)

Por PY2JF
João Roberto Gandara

Agora é a vez de falarmos um pouco sobre qual receptor usar em uma repetidora. Escolher um bom receptor pode fazer uma diferença muito grande em seu desempenho.

Já de início vamos descartar a possibilidade de se usar um HT como receptor. Por falta de espaço e também por economia, rádios portáteis não costumam usar filtros eficazes, ficando assim suscetíveis a desensibilização e sobrecarga dos circuitos amplificadores de entrada. Normalmente as repetidoras irão compartilhar espaços no alto do morro ou prédio com outras estações que podem estar transmitindo milhares de Watts. E se o receptor não for capaz de impedir que esses sinais sobrecarreguem seus circuitos, a sensibilidade será muito afetada, chegando a deixar o receptor completamente "surdo". Por esse motivo, nem pense em usar um HT como receptor de entrada da repetidora. Se você estava com essa idéia, deixe-o para ser usado como receptor secundário, para controle da repetidora em outra freqüência. Isso se você estiver próximo dela, pois se estiver muito longe pode ter dificuldade em comandá-la.

Um bom receptor é aquele que tem uma boa sensibilidade e ao mesmo tempo uma boa seletividade. Ter boa sensibilidade significa que o receptor precisa ser bem sensível, conseguir captar sinais fracos, quase em nível de ruído, mas que ainda assim esse sinal seja inteligível. O squelch do receptor também precisa ter uma boa sensibilidade, pois existem receptores que são sensíveis, mas o squelch não. Com um squelch não muito sensível, estações móveis podem ter problemas de cortes quando seus sinais chegam em nível de ruído. Outra característica importante para um receptor é sua seletividade. Seletividade é a capacidade que um receptor tem de rejeitar sinais que não sejam o da frequência selecionada. Um receptor bem seletivo não sofre interferências de sinais adjacentes tão facilmente. É nesse quesito que um HT sai perdendo, é comum um sinal 50kHz acima da frequência que se sintoniza num HT interferir em sua recepção. Se esse sinal for muito forte, pode interferir em toda sua faixa de recepção.

Deixando os HTs de lado, uma boa opção seria usar um rádio monobanda (banda simples), diferente dos rádios dual (com duas bandas, normalmente VHF/UHF), eles tem filtros mais eficientes. Um rádio dual tem que deixar passar no mínimo duas faixas de frequências, e esses rádios novos também recebem 300MHz, 800Mhz, aviação, ou seja, imagine quantos "buracos" esse filtro precisa ter para deixar passar tudo isso. Os rádios mais antigos, aqueles cristalizados ou mesmo o Yaesu FT227R, esse já sintetizado, usavam filtros helicoidais na entrada do receptor, isso diminui consideravelmente essas interferências e deixa o rádio bem mais seletivo. Veja na ilustração abaixo como o filtro de entrada de um receptor monobanda é bem mais estreito no espectro frequência:


Outra coisa desejável num receptor de repetidora é o indicador de sinal, mais conhecido como S-Meter. Será de grande utilidade na hora de ajustar o duplexador.

Uma vez escolhido o receptor, agora precisamos encontrar os dois sinais que a controladora precisa para funcionar, são eles: COS (Carried Operated Squelch) ou COR (Carried Operated Relay) e o sinal de áudio.

Vamos começar pelo COR. A finalidade desse sinal é indicar se o receptor está ou não recebendo algum sinal em sua entrada. Ele tanto pode ser positivo
quanto negativo. No caso de positivo, quando um sinal é recebido pelo receptor o COR apresentará uma tensão de mais de 2V. E se o receptor estiver em silêncio, ou seja, sem receber sinal algum, deverá apresentar menos de 0,7V. Nos receptores com COR negativo é exatamente o oposto, na presença de sinal o apresenta 0,7V e na ausência mais de 2V.

Para a controladora é indiferente se o COR é positivo ou negativo, mas vamos deixar isso para o capítulo referente à controladora. A maneira mais fácil de encontrar esse sinal é com o auxílio de um multímetro. Normalmente esse sinal está presente no conector que liga o painel do rádio a placa principal. Com um multímetro em escala de VDC, comece medindo o primeiro pino desse conector. Abra e feche o squelch e veja se apresenta alguma mudança de tensão. Se nenhuma diferença for encontrada, continue testando todos os demais pinos do conector. Um deles deverá apresentar características de COR. Se não tiver sorte e não encontrar nada nesse conector, não desista, continue procurando nos circuitos da placa principal do rádio. As pessoas com experiência em manutenção de rádios não terão problema algum em encontrar o sinal de COR.

O outro sinal que precisamos é o áudio. Existem dois pontos nos receptores de onde podemos retirar o áudio, as vantagens e desvantagens de cada um desses pontos será assunto de artigo futuro. Um desses pontos e o de mais fácil acesso é o da saída de alto falantes. A desvantagem dessa opção é que se alguém mexer no botão de volume do receptor, alterará o áudio da repetidora.

O outro ponto de onde podemos retirar o áudio é chamado discriminador ou detector. O discriminador é um ponto onde o áudio ainda não foi processado pelos circuitos e filtros de áudio do receptor. Às vezes é interessante utilizarmos o sinal de áudio com essas características, mas isso também ficará para o futuro. Para encontrar esse ponto, nos rádios mais atuais, podemos procurar no conector para o opcional de subtom (CTCSS). E quase certo que encontrará o discriminador em um de seus pinos. Se o rádio for mais antigo e não tiver esse conector, pode-se recorrer ao esquema elétrico, normalmente há uma indicação "DET" em algum lugar. A maneira mais fácil de encontrar esse sinal é com a ajuda de um osciloscópio, mas nem todos têm um equipamento desse disponível. Com ele basta testar cada pino do conector ou se não estiver nele, procurar na placa principal do receptor. Procure pelo sinal característico de ruído branco semelhante a figura abaixo:


Ruído branco - Sinal característico do discriminador de áudio

Agora para quem tem apenas um multímetro, coloque-o na escala mVAC, procure por um sinal variável de tensão entre 100mV e 2V. Quando encontrar esse sinal, com o auxilio de um transmissor qualquer, transmita uma portadora na frequência do receptor para ver se esse sinal fica próximo de zero. Se ficar tente falar alguma coisa no microfone do transmissor, veja se aparece alguma variação na tensão do multímetro. Se tiver problemas em encontrar o discriminador ou mesmo o sinal de COR, peça ajuda a alguém que entenda de manutenção de rádios, com certeza ele poderá ajudá-lo.

Resumo das características desejáveis de um receptor para repetidora:

Boa sensibilidade

Boa seletividade

Indicador de sinal (S-Meter)

MonobandA

Todas as partes desta matéria(1 a 6)foram extraídas do CRAM-Clube de Radioamadores de Americana em: http://www.cram.org.br/index.htm

A Placa Controladora de Repetidora(PARTE4)

Por PY2JF
João Roberto Gandara

Ligações e Teste

Esta é a última parte que faltava para completar a instalação básica de uma repetidora. Entenda por básica uma repetidora sem decodificador de subtom, sem link e sem entrada auxiliar. Essas sofisticações estaremos abordando futuramente. Não iremos também nos preocupar agora com antenas ou duplexadores, esses também serão abordados no futuro. A placa controladora que usaremos aqui é a Elektra 2000, você pode obter mais detalhes sobre ela no site www.hamtronix.com.br.

Vimos anteriormente como obter no receptor os sinais de áudio e COR, e no transmissor os sinais de PTT e áudio de transmissão (MIC). Além desses sinais precisamos também de alimentação (11V ~ 15V e terra).

Esses sinais chegarão à controladora através do conector CN1. Usando o conector DB9 macho que acompanha a controladora, faça as seguintes ligações:

A) Ligar o sinal de áudio do receptor (discriminador ou falante) ao pino 1 (use cabinho blindado com o menor comprimento possível). Um lado da malha ligar ao terra do receptor e o outro soldar ao pino 2 (GND).

B) Ligar o sinal de COR do receptor ao pino 5 da controladora.

C) Ligar a entrada de áudio do transmissor (MIC) ao pino 3. (use cabinho blindado com o menor comprimento possível). Um lado da malha ligar ao terra do transmissor e o outro lado soldar ao pino 2 (GND).

D) Ligar o PTT do transmissor ao pino 4 da controladora.

E) Ligar o pino 9 ao positivo da fonte de alimentação. O terra da fonte de alimentação não precisa ser ligado ao pino 2 se essa for a mesma fonte que alimenta os rádios. O consumo de corrente da placa é tão pequeno (24mA) que o terra dos cabinhos de áudio dos rádios já fazem o papel de terra para a fonte.

Uma vez que tudo foi soldado e as ligações devidamente conferidas, ligue o receptor e deixe-o na freqüência de entrada desejada. Se a freqüência de transmissão da repetidora for, por exemplo, 146.910MHz, a entrada será 600KHz abaixo, ficando o receptor então sintonizado em 146.310MHz. A princípio deixe o transmissor na menor potência que ele tiver, só aumente após todos os testes. Tenha a mão também outro rádio, esse sintonizado na freqüência de saída (146.910MHz) para testar o acionamento da repetidora.

Agora ligue a controladora colocando o jumper J1. Se tudo estiver correto, você deverá ouvir uma melodia sendo transmitida e, logo após, a transmissão cessará. Se após a melodia ela ficar transmitindo um som de squelch aberto (ruído branco), provavelmente a polaridade do COR está invertida. Mude a polaridade do COR no jumper J2. Agora você deverá ouvir o beep de cortesia e a repetidora ficará em modo de descanso.

Tente agora acioná-la. Se ela responder com o beep de cortesia, perfeito, você conseguiu. Caso nada aconteça ou ela fique travada transmitindo, desligue o jumper J1 e confira novamente se todos os cabos de sinais estão corretamente soldados ao CN1. Se o COR está mesmo mandando o sinal de que o receptor está recebendo e se o transmissor está em modo simplex e não com o shift (-) ou (+) ativado.

Como podem ver, a instalação é bem simples e pode ser feita por qualquer radioamador com conhecimentos básicos em eletrônica.

Vale a pena lembrar ainda que a fonte de alimentação que você for utilizar deve fornecer corrente suficiente para alimentar o receptor, o transmissor e qualquer outro acessório que por ventura se utilize alimentado por ela. É aconselhável utilizar uma fonte com o dobro da corrente utilizada, pois lembre-se que uma repetidora, quando em uso, não tem descanso, o transmissor fica no ar o tempo todo transmitindo. Não se esqueça também de colocar uma ventoinha sobre o dissipador de calor do transmissor, principamente se for um desses equipamentos atuais, quem tem dissipadores pequenos.

Beeps, "plim-plins" e "pi-rus"

A Elektra 2000 já vem com uma programação que deve agradar a maioria dos usuários. O tempo de identificação, rabicho, timer, tudo pré-programado. Mas podemos fazer algumas modificações simples para deixar a repetidora de um modo mais exclusivo.

Se você observar, pelo menos aqui no interior de São Paulo, todas as repetidoras usam uma meia dúzia conhecida de beeps. São os
"plim- plims", ou "pi-rus" e mais alguns velhos conhecidos. Embora a Elektra 2000 tenha uma grande variedade de beeps já prontos para serem usados, um beep exclusivo pode fazer diferença, pois o beep de uma repetidora é como sua identidade. Você a reconhecerá pelo beep de cortesia, portanto procure um diferente para a sua não ser confundida com outra. Mais um detalhe, beeps com sons graves normamente são mais agradáveis.

Nesta última versão de software foi incorporado um editor de beeps, com ele você pode criar uma variedade interminável de beeps. Um beep pode ser apenas um tom de freqüência fixa de curta duração (os mais comuns) ou uma composição de tons, com espaçamentos e durações variáveis. Um dos beeps mais comuns é o "plim-plim", ele nada mais é do que uma sequência de tons de 1280Hz e 1000Hz, com intervalo de 200ms e novamente a seqüência de 1280Hz e 1000Hz. Você poderá tentar inúmeras combinações até achar um que lhe agrade, e elegê-lo o beep de sua repetidora.

Não se esqueça de gravar tanto o identificador de telegrafia quanto o de voz. No identificador de voz, peça a alguém com uma boa voz para fazer a gravação para você, se preferir, acrescente um pouco de eco (com a ajuda de softwares do tipo Sound Forge) e grave a mensagem numa fita, depois é só gravar direto pela entrada de gravação da controladora.

Lembre-se também de trocar a senha que vem com a placa, senão logo logo terá algum radioamador curioso mudando as configurações de sua repetidora.

Por enquanto é isso. Numa próxima oportunidade veremos algumas utilidades das portas de controle remoto, das entradas de alarmes e outras saídas como a de ventoinha. Até lá.

O TRANSMISSOR(PARTE5)

Por PY2JF
João Roberto Gandara

Vamos falar desta vez do transmissor, outro componente muito importante de uma estação repetidora. Aqui estão as características desejáveis para um transmissor:

Bom filtro de harmônicos - Transmissores mal projetados podem gerar sinais indesejáveis que podem interferir na recepção da repetidora, portanto um bom transmissor deve ter um bom filtro de harmônicos para evitar esse tipo de problema. Os transmissores atuais, pelo menos os das marcas mais afamadas, normalmente passam por rigorosos testes antes de chegarem ao mercado, e devem ser satisfatórios. Cuidado com transmissores cristalizados do tipo P3 da Motorola, embora seja um ótimo candidato a transmissor de uma repetidora, em geral são encontrados apenas para altas freqüências do VHF, e só trocar o cristal não é o suficiente. O filtro de harmônicos desses equipamentos são de banda estreita, ao trocar a freqüência original por uma fora da faixa de atuação do filtro, quase sempre traz problemas.

Bom dissipador de calor - Um transmissor de repetidora precisa agüentar um funcionamento ininterrupto, principalmente para aquelas repetidoras de alto tráfego. Portanto um bom sistema de dissipação de calor é essencial. Usar um transceptor móvel como transmissor de repetidora é perfeitamente possível, mas apenas o dissipador do rádios não dará conta do serviço, quase sempre sendo necessário a instalação de uma ventoinha sobre seu dissipador.

Bom áudio - Embora essa característica seja meio abstrata, existem transmissores que são famosos pelo seu péssimo áudio. Devemos evitá-los.

Estabilidade de freqüência - Outra característica importante que todos os atuais transmissores oferecem. Nesse caso temos apenas que nos preocupar com os transmissores mais antigos a cristal. É sempre aconselhável conferir sua freqüência de saída com uma certa regularidade.

Potencia de Saída - Na verdade um transmissor de repetidora não precisa necessariamente ser muito potente, já que terá a vantagem de estar instalado em local privilegiado e geralmente utilizando um bom sistema irradiante. E quanto mais potência têm o transmissor, maior será a dissipação de calor necessária. Utilizando esses transceptores de hoje, o ideal é uma potência entre 10W e 25W, uma vez que foram projetados para ciclos de transmissão com intervalos de recepção. Usá-los com a potência máxima (normalmente 50W) não é recomendável, pois seu módulo de potência pode atingir altíssimas temperaturas e acabar queimando. Só para sua referência, tem gente que se preocupa muito com a potência, faz o impossível para conseguir sempre um pouco mais. Lembre-se, para você perceber uma melhora significativa no sinal recebido, o sinal transmitido tem que aumentar pelo menos 10 dB. Traduzindo, um sinal de 10W tem que subir para 100W para fazer grande diferença. Então aumentar de 25W para 50W nem sempre resulta em sinal muito melhor, mas com certeza resulta em maior dissipação de calor e menor vida útil do seu transistor de saída. Isso sem contar que mais isolação será necessária para que não interfira na recepção da repetidora.

Os sinais necessários para para a instalação da repetidora são apenas dois:entrada de áudio (entrada de microfone ou modulador) e PTT, Esse último normalmente acionado quando aterrado. Prefira utilizar a entrada do modulador, pois essa normamente resulta em melhor qualidade de áudio transmiitido.

O que é e como funciona o subtom (CTCSS) (PARTE3)

Por PY2JF
João Roberto Gandara

Imagine a situação. Você fica sabendo que uma nova repetidora entrou no ar, sintoniza sua freqüência e ouve todos chegando final de escala. Maravilha! Mais uma! Daí você vai tentar acioná-la e nada, ela parece não receber seu sinal. Ninguém o escuta. O que está acontecendo? Por que todos estão acionando e eu não? É simples, o segredo é o subtom ou CTCSS (Continuous Tone Coded Squelch System), que em português seria Sistema de Squelch Codificado por Tom Contínuo.

Como Surgiu o Subtom (CTCSS)

Nos anos 60, a Motorola, fabricante de rádios comerciais de VHF, apareceu com uma solução para colocar mais estações de rádio numa mesma frequência, e com isso vender mais rádios num espectro já congestionado. Ela descobriu que poderia ter mais que uma empresa compartilhando o mesmo canal se uma não ouvisse a outra. Eles patentearam a invenção com o nome Private Line, que para encurtar chamavam de PL. Outras empresas vieram depois com a mesma solução, mas com outros nomes para evitarem processos judiciais, já que não seriam competitivas se não tivessem um sistema semelhante. Então surgiu Channel Guard, Quiet Channel, Call Guard e outros.

Por sua vez, os fabricantes de equipamentos para radioamadores aderiram ao sistema com o nome de Tone. Nos últimos 10 anos praticamente todos os rádios saíram de fábrica com pelo menos a capacidade de gerar (encoder) o Tone, e como opcional, decodificar (decoder). E alguns modelos mais caros, como o Kenwood TM-V7A, com os dois recursos já instalados de fábrica.

Já os modelos mais antigos que não dispoem desse recurso (Yaesu FT227R, Kenwood TR7850, etc), podem passar a tê-lo com a instalação de uma unidade encoder/decoder de CTCSS genérica como a TED200.

Como Funciona

O sistema é baseado em um tom contínuo de baixa freqüência, que é injetado depois dos estágios de áudio do transmissor. O circuito que gera esse tom (Tone , Subtom, PL ou qualquer outro nome) é conhecido como encoder. Por outro lado, o receptor precisará de um circuito decoder instalado antes dos circuitos de amplificação de áudio (discriminador) para detectar a presença desse sinal. Uma vez detectada a presença do subtom, um circuito de chaveamento irá desempenhar alguma função, podendo ser a liberação do mute do rádio ou sinalizar um estado lógico de saída.

Em equipamentos comerciais como os da Motorola GM300 ou M120, o subtom é realmente inaudível, pois existem filtros que permitem apenas que
freqüências de voz (300Hz a 3000Hz) sejam amplificadas pelo estágio de áudio. Já na maioria dos equipamentos fabricados para radioamadores não tem esses filtros, resultando na passagem de freqüências bem mais baixas, e com isso o subtom acaba sendo ouvido. As vezes o som do subtom é confundido como o som de fontes mal filtradas, mas na maioria das vezes é o subtom que não está sendo filtrado como deveria. As vezes seu nível está muito alto, o que também acaba ajudando a ser percebido na recepção.

A faixa de freqüência utilizada vai de 67.0Hz a 254.1Hz. Sendo que quanto mais baixa a freqüência utilizada, menor a chance de ouvi-lo. Esse é o motivo pela qual a maioria das repetidoras utilizam os de menor freqüência. Veja na tabela as freqüências atribuidas ao CTCSS:


Tone CTCSS Motorola®
(HZ) Code PL Code

67.0 01 XZ
71.9 02 XA
74.4 03 WA
77.0 04 XB
79.7 05 SP
82.5 06 YZ
85.4 07 YA
88.5 08 YB
91.5 09 ZZ
94.8 10 ZA
97.4 11 ZB
100.0 12 1Z
103.5 13 1A
107.2 14 1B
110.9 15 2Z
114.8 16 2A
118.8 17 2B
123.0 18
127.3 19

Tone CTCSS Motorola®
(HZ) Code PL

131.8 20
136.5 21 4Z
141.3 22 4A
146.2 23 4B
151.4 24 5Z
156.7 25 5A
162.2 26 5B
167.9 27 6Z
173.8 28 6B
186.2 30 7Z
192.8 31 7A
203.5 32 M1
210.7 33 M2
218.1 34 M3
225.7 35 M4
233.6 36 M5
241.8 37 M6
250.3 38 M7
Um Porteiro Eletrônico

O subtom nos permite escolher quais sinais serão ouvidos em nosso receptor. Quando ativamos o Tone Squelch de um rádio, ele ficará em silêncio. Somente sinais com o subtom correto conseguirão passar pelo circuito de amplificação e chegar ao alto-falante, todos os outros sinais serão ignorados. Eles ainda estarão lá, mas não serão ouvidos. Quanto ativamos o Tone Squelch, o rádio passará a se comportar como se fosse uma repetidora subtonada. Mas por que iríamos querer limitar os sinais que chegam ao nosso receptor? Temos 4 boas razões para isso:

Limitar o Acesso

No passado, os mantenedores das repetidoras usavam o subtom para restringir o acesso apenas aos integrantes do grupo. Como os rádios não tinham o encoder de fábrica, eles eram instalados nos rádios e apenas quem os tivessem poderiam acionar a repetidora. Pela dificuldade de se comprar um encoder na época, só os sócios do grupo usavam a repetidora, que na maioria das vezes também era equipada com um autopatch para ligações telefônicas. Mas isso bem antes do advento do celular, é claro. Hoje em dia quase ninguém mais usa o subtom com essa intenção, pois os rádios atuais não só já vem equipados com o encoder como em muitos casos são equipados com um decoder que pode fazer a varredura e mostrar o subtom no display do rádio. Para isso basta monitorar o sinal na entrada da repetidora, já que nem todas as repetidoras retransmitem o subtom.

No entanto, o subtom ainda é uma boa maneira de limitar o acesso a outros dispositivos, como autopatches, estações remotas ou rádios operando como repetidora cross band (função que quase todo rádio dual band tem hoje). Dessa forma apenas as pessoas com o subtom correto usarão o sistema.

O subtom quando usado em conjunto com uma senha DTMF é bem mais efetivo na tarefa de limitar o acesso. Na realidade algumas repetidoras "fechadas" exigem, além do subtom correto, o envio da senha para ativá-las.

Compartilhamento de Freqüência

No caso de um radioamador estar numa área onde duas repetidoras de mesma freqüência se sobrepõem, o subtom poderá ser de grande ajuda. Toda vez que esse radioamador transmitir acionará as duas. Ele estará falando em uma delas, mas vai atrapalhar a vida de quem está escutando a outra freqüência, que o ouvirá em apenas uma parte do QSO. Com as duas repetidoras usando subtons distintos, apenas a escolhida será acionada. O subtom também pode ser muito útil para grupos que operam simplex, pois é muito comum outros grupos nas proximidades, operando na mesma freqüência, ter seu rádio recebendo sinais indesejados. Se cada grupo usar um subtom distinto e todos os integrantes ativarem o Tone Squelch, não terão mais problemas.

Interferências em Repetidoras

Talvez o uso mais nobre para o subtom seja nos casos de interferências nas repetidoras. Essas, normalmente, disputam um cantinho em cima de morros altos, quase sempre cheios de antenas de transmissão de rádios broadcasting, TV, celular e mesmo outras repetidoras de serviços privados. O resultado disso é um espectro totalmente saturado, onde batimentos e interferências quase sempre ficam andando pelo espectro e regularmente passam pela entrada da repetidora, que se não for subtonada, vai disparar constantemente, podendo tornar a vida radioamador que mantém escuta nessa freqüência um verdadeiro inferno.

Chamada Seletiva

As vezes você quer ser um pouco seletivo sobre os sinais que recebe, você quer estar disponível para os amigos mas não quer ficar ouvindo o chato que fica bipando a repetidora a cada 2s, ou não quer ter sua atenção desviada com o bate papo que está acontecendo na repetidora. O subtom é a solução para esse caso. Usando um rádio que tenha o recurso de Tone Squelch, basta combinar com os amigos o subtom que você programou e pronto, só ouvirá as chamadas que forem para você. Isso é muito útil, pois nem sempre você quer ser interrompido em suas atividades, mas quer ser encontrado pelos amigos.

Essa técnica normalmente funciona melhor em operações simplex, pois nem todas as repetidoras retransmitem o subtom que está entrando. Faça um teste antes para saber se a repetidora que pretende operar permite a passagem do subtom.

Conclusão

Usar ou não o subtom? Você é quem vai decidir. Existem pessoas que são totalmente contra o uso do subtom, pois alegam que repetidoras fechadas são ilegais. Eu particularmente acho que esse argumento já foi por água abaixo, pois hoje em dia praticamente todo rádio vem com o encoder e até mesmo o rastreador.

Se você vive em uma área onde duas repetidoras compartilham a mesma freqüência, se você mantém uma repetidora que está num local cheio de interferências, se você não quer ter sua atenção desviada a todo momento com os bips da repetidora que você mantém escuta, ou ainda se você quer ser encontrado pelos seus amigos e ainda assim ter o sossego de poder trabalhar em silêncio, o subtom é a solução.

Duplexadores-(PARTE2)

INTRODUÇÃO-Por PY2JF
João Roberto Gandara



Eu já vinha querendo escrever algo sobre duplexadores há tempos, pois pouco ou quase nada se encontra sobre esse assunto na língua portuguesa. Além do mais, tenho recebido um grande número de pedidos de informações sobre eles, pois como mantenho duas repetidoras, pensam que eu entendo alguma coisa sobre isso. Mas segundo o ditado, em terra de cego quem tem um olho é rei. Então o pouco que sei pode ser muito útil para quem não conhece nada do assunto.


Vou tentar explicar de maneira clara e simples muito do que aprendi nos últimos 10 anos como mantenedor de repetidoras. Quando comecei a me interessar por elas, na década de 80, percebi que poucos dominavam o assunto. Infelizmente, por algum motivo que nunca entendi, eles não gostavam de compartilhar essas informações. Para complicar ainda mais, eram raríssimas as publicações sobre o assunto, e claro, não tínhamos ainda a Internet.

Dividirei o artigo em duas partes. Na primeira explicarei os detalhes que envolvem o funcionamento e operação de um duplexador. Na segunda parte, veremos como ajustar um duplexador sem os caríssimos equipamentos que normalmente são necessários para essa tarefa.

Qualquer dúvida, sugestão, crítica ou informação a ser acrescentada sobre esse assunto será bem vinda. Essas informações ficarão disponíveis online para que outros colegas no futuro possam se beneficiar delas.

Isolação

O ítem mais importante em uma repetidora é a isolação. Todo o resto é secundário. Isolação significa impedir que o sinal do transmissor da repetidora ou qualquer outro nas proximidades alcance o receptor, degradando seu desempenho. A repetidora não terá bom desempenho se o transmissor "desensibilizar" o receptor. Desensibilizar significa reduzir a sensibilidade por causa de ruído ou sobrecarga de RF nos amplificadores de entrada do receptor.

Por que não usar duas antenas?

O método mais barato e normalmente menos eficiente de se conseguir a isolação necessária é a utilização de duas antenas. Isolação entre duas antenas é um problema complexo e grandemente influenciado por inúmeros fatores. Alguns deles são: separação das freqüências utilizadas; largura de banda do sinal; quanto de potência e ruído o transmissor utilizado gera; a qualidade dos filtros do receptor e de quanto de degradação o mantenedor vai achar aceitável no sinal de recepção.

Não é raro, para a separações de 600kHz utilizadas no VHF de radioamador, a isolação ter que estar entre 80 e 100dB. Já nas repetidoras comerciais elas podem ser bem menores, pois normalmente utilizam uma separação de 4.6MHz.

Outro fator complicador nessa configuração é o tipo da antena utilizada e a distância física entre elas. Essas antenas devem ter baixo ângulo de irradiação e praticamente nenhum lóbulo de potência acima do plano vertical, o que desclassifica as antenas mais populares (plano terra, 3x5/8 vertical, etc). Essa isolação também pode ser influenciada pela presença de outras antenas na mesma torre, bem como estruturas metálicas e transmissores operando nas proximidades. Esses fatores podem mudar com o tempo e ser totalmente fora do controle do mantenedor da repetidora. Uma simples mudança na posição de uma antena que compartilhe a mesma torre poderá degradar o desempenho da repetidora.

Em alguns casos, separar duas antenas na mesma torre pode ser uma tarefa impossível, uma vez que a separação desejável é vertical e não horizontal. Pode-se conseguir uma isolação satisfatória com 7 metros de separação na vertical (VHF) e nenhuma isolação com 30 metros horizontais. A figura abaixo mostra como deve ser a isolação vertical (A). A antena de recepção deve ser sempre a mais alta na torre. A separação horizontal (B) deve ser evitada, uma vez que a distância necessária entre as duas antenas pode ser da ordem de dezenas de metros, o que torna essa opção impraticável. A isolação horizontal só é considerada quando se tem antenas separadas por grande distância, ligadas por um sistema de link em uma banda diferente de operação.



Separação vertical (A) e horizontal (B)

Uma maneira de se minimizar os efeitos da desensibilização é manter a potência do transmissor a um mínimo necessário. Uma repetidora operando com 1 ou 2W pode não chegar muito longe, mas ser muito útil localmente. Já essa mesma repetidora poderá se tornar inútil se tiver sua potência aumentada para 25W, por exemplo. Ela poderá ser ouvida a grande distância, mas o que adianta isso se quem a escuta não pode ser ouvido por ela?

Um exemplo clássico de desensibilização é quando um sinal fraco alcança a repetidora, mas quando o transmissor dela entra no ar ele desaparece. E em seguida o transmissor da repetidora cai, pois o sinal não é mais ouvido em sua entrada. Mas o transmissor caindo, faz com que o sinal seja ouvido novamente, fazendo o transmissor voltar a transmitir e interferindo novamente no sinal de entrada numa ciranda sem fim. Isso vai durar pelo tempo que o sinal fraco ficar no ar. Todos já devem ter presenciado uma repetidora operando dessa forma. Isso deixa qualquer um louco, pois imagine que cada vez que ela entra e sai o bipe de cortesia é transmitido. Resultado: bip, chua, bip, chua, bip, etc.

Uma maneira de se confirmar o problema é desligar o transmissor da repetidora durante a transmissão do sinal fraco. Se ele aparece quando o trasmissor está desligado e desaparece quando é ligado, a desensibilização está confirmada.

Dica: Se sua controladora não tiver um botão para interromper a transmissão para esse importante teste, providencie a instalação de um. Basta instalar um interruptor que quando apertado interrompa o sinal de PTT que vai da controladora para o transmissor.

Um fator importante na isolação é a utilização de cabos coaxiais de boa qualidade, de preferência do tipo Cellflex. Eles são protegidos por uma blindagem sólida, sem os furos que as malhas dos cabos mais simples apresentam, e dessa forma garantem mais isolação contra vazamentos.

Cobertura de recepção e transmissão diferentes

Outro fator a ser levado em consideração é que operando com duas antenas teremos uma cobertura diferente entre a recepção e a transmissão.


Diferenças na área de cobertura com duas antenas

Na figura acima, o circulo verde representa a área de cobertura da antena do receptor e o vermelho do transmissor. Uma estação A, estando dentro da área de cobertura do receptor, poderia facilmente acionar a repetidora, mas não teria uma boa recepção dela. Já uma estação B poderia ouvir o sinal da repetidora, mas não conseguiria chegar com seu sinal até ela.

Muita gente tem perguntado sobre a eficiência de se usar duas antenas, sendo uma delas de cabeça para baixo. E alguns garantem que conseguiram resolver o problema da desensibilização dessa forma. Pode até resolver o problema, pois os lóbulos de transmissão delas estarão em direção oposta e portanto com menor chance de interferência. Mas a não ser que você queira se comunicar com o centro da terra, nem perca tempo com essa configuração.

Duplexador

O duplexador é um dispositivo que permite ligar um transmissor e um receptor em uma mesma antena. Eletricamente ele é um dispositivo composto de estreitos filtros ressonantes que isolam a transmissão da recepção. Ele permite que ambos operem a mesma antena e ao mesmo tempo sem que a radiofrequência gerada pelo transmissor frite o receptor.

Uma confusão comum entre radioamadores é pensar que um duplexador é a mesma coisa que um diplexador. Esse último é utilizado para ligar a saída de duas antenas, normalmente encontradas em rádios VHF/UHF com saídas separadas, em uma única linha de transmissão (cabo coaxial) e antena. Diplexadores são completamente diferentes e sua construção é muito mais simples que a de um duplexador.


Fluxo do sinal em um duplexador

Na ilustração acima, ambas estações móveis estão sintonizadas na repetidora de VHF 145.370MHz com split de -600kHz. A estação móvel 1 começa a transmitir, como o split é de -600, ela transmite em 144.770MHz. Esse sinal (verde) alcança a antena da repetidora que por sua vez está ligada ao duplexador. Seus filtros permitem que esse sinal alcance apenas o receptor. Nesse mesmo tempo, o sinal de áudio do receptor é enviado ao transmissor que o retransmite em 145.370MHz. O sinal que sai do transmissor passa pelo duplexador que o deixa ir para a antena e alcança o móvel 2, mas impede que ele chegue a entrada do receptor.

Por que usar um duplexador?

Ao contrário da solução de duas antenas, um duplexador quase que sempre é garantia de se conseguir a isolação necessária entre o receptor e transmissor. Com a utilização de apenas uma antena e um cabo, a instalação na torre será muito mais simples, e teremos a garantia de que a área de cobertura da recepção e transmissão será a mesma.

Perda por inserção

Infelizmente nada nesse mundo é de graça, e usar um duplexador na repetidora tem seu preço. Tanto o sinal que sai do transmissor quanto o que chega no receptor sofrerão perdas. Essas perdas, que são expressas em decibéis, tem o nome de perda por inserção. Geralmente a perda por inserção aumenta conforme a separação entre a frequências de transmissão e recepção diminui. Um bom duplexador, como os das marcas Wacom ou Sinclair (importados), podem lhe proporcionar a isolação adequada com uma perda menor que 1 dB. Já os nacionais, por ainda utilizarem projetos antigos e não tão eficientes, tem perdas que podem exceder 1.5 dB.

Para transmissão, perdas por inserção de 1 e 1.5 dB correspondem a uma redução da saída (em Watts) de aproximadamente 20% e 30% respectivamente. Uma repetidora com 50W de potência de saída teria 35W após passar por um duplexador com 1.5 dB de perda. Já na recepção, essas perdas refletem 11% e 16% respectivamente.

Antes de culpar o duplexador

Se mesmo utilizando um bom duplexador (alta isolação e baixa perda) você ainda tiver desensibilização, talvez você tenha vazamento de RF dentro do próprio gabinete da repetidora. É recomendável para VHF, e obrigatório para UHF, que o transmissor e receptor estejam em gabinetes metálicos blindados independentes. As interligações de áudio e controle entre eles devem ser feitas através de capacitores de passagem para evitar vazamento de RF. Essa blindagem também é muito importante no caso de transmissores com nível de ruído muito elevado. Todo transmissor emite, além do sinal desejado, sinais espúrios em várias frequências e com diversas amplitudes. A amplitude desses sinais indesejados depende muito da qualidade do projeto do transmissor.

Existem casos em que o transmissor gera tanto ruído que ele não poderá ser utilizado na transmissão de uma repetidora, pois nem com o duplexador se consegue a isolação necessária.

Comprando um duplexador Novo

Antes de comprar um duplexador, veja atentamente suas especificações. Veja se a isolação prometida está acima dos 80dB, se a perda por inserção não é muito alta e qual a separação de frequência. Para o VHF (2m) a separação deve ser de 600kHz, para o UHF (70cm) deve ser de 5MHz. Duplexadores usados em repetidoras comerciais, que normalmente usam separações de frequências bem maiores, não funcionam para repetidoras de radioamadores.

Veja também o tipo de conector que vem com o duplexador. No caso do UHF, exija conectores N. Embora o conector comum seja chamado de UHF, ele não é recomendável para UHF por causa de suas grandes perdas e baixa isolação em frequências altas.

Na hora de encomendar um duplexador você deverá informar as frequências de entrada (RX) e saída (TX) da repetidora ao fabricante. Tenha em mente que essas frequências devem ser definitivas. Mudar as frequências de operação de um duplexador quase sempre resulta em enviá-lo de volta ao fabricante.

Comprando um duplexador usado

A compra de um duplexador usado exige, além das recomendações acima, outros cuidados que se não forem seguidos poderão resultar num péssimo negócio. É pouco provável, ao encontrar um duplexador à venda, que ele esteja sintonizado exatamente na frequência que vai usar em sua repetidora. Provavelmente ele deverá ser resintonizado. Essa tarefa não é tão difícil se você tiver conhecimento do processo, bem como acesso aos equipamentos necessários. Infelizmente esses equipamentos não estão ao alcance da maioria dos radioamadores, da maioria das oficinas de manutenção de equipamentos de telecomunicações e muitas vezes nem do próprio fabricante do duplexador.

São eles: Monitor de serviço de FM (com gerador de varredura) e um analisador de espectro ou um analisador de rede como o modelo HP 8510 da figura abaixo:

Analisador de rede HP 8510

Portanto, se você não for um dos felizardos com acesso a esses equipamentos, esse duplexador deverá ser enviado para alguma oficina especializada ou de preferência ao fabricante. Um exemplo: Tomemos um duplexador ajustado para 145.210MHz que deverá ser usado em 147.350MHz. Nesse caso, em que a frequência original do duplexador é muito distante da nova, é possível que apenas a resintonia não seja suficiente, sendo necessárias modificações internas nos circuitos sintonizados. Para esses casos, é mais apropriado que ele seja enviado ao fabricante.

Outro ponto a ser verificado é o cabeamento entre as cavidades. Esses cabos devem ser de ¼ de onda da frequência a ser utilizada e deve ser de dupla malha. Se a nova frequência do duplexador não for próxima da original, é bem provável que os cabos deverão ter seus comprimentos corrigidos.

Na compra do duplexador usado, exija uma garantia do vendedor pelo menos até que você o instale e tenha certeza de seu bom funcionamento.

Duplexadores muito antigos podem estar com problemas em conectores, problemas nos contatos internos, jogo nas varetas de sintonia de frequências, banho de prata descascando e muitos outros problemas. As vezes são tantos os problemas que ficará mais barato comprar um novo que reformar um antigo.

Calma! Não se desespere ainda. Claro que existem radioamadores com conhecimentos e técnicas mais acessíveis que também poderão resolver o problema sem esses equipamentos caríssimos. Mas via de regra não é fácil achar um desses gurus. Na segunda parte deste artigo veremos técnicas de sintonia com equipamentos que quase todos nós radioamadores temos acesso, mas isso será por conta e risco do leitor.

Tipos de duplexadores

Basicamente são três tipos distintos usados em radiocomunicação: O passa-banda, o rejeita-banda e a soma dos dois que é o passa-banda/rejeita-banda. Aqui nos só iremos discutir o funcionamento desse último, pois é o mais utilizado nas repetidoras de radioamador. Os modelos mais comuns são os de 4 e 6 cavidades. Os modelos de 4 cavidades normalmente tem menor perda porque o sinal tem que passar por apenas duas cavidades em cada sentido. Já o modelo de 6 cavidades tem uma perda maior porque o sinal passa por 3 cavidades. Via de regra existe uma perda de 0.5 dB em cada cavidade.

Como funciona um duplexador

O duplexador tipo passa-banda/rejeita-banda, como o nome já diz, é composto por um filtro que permite a passagem de um sinal enquanto rejeita a passagem de outro.

Conexões de um duplexador de 4 cavidades

A figura acima mostra que duas cavidades (filtros) são ligadas em serie com a saída do transmissor, enquanto as outras duas são ligadas em série com a entrada do receptor. As duas "metades" são interconectadas por meio de um conector "T", que é ligado ao cabo que vai para a antena.

Cada cavidade tem duas funções. A primeira delas é deixar passar o sinal desejado (banda passante). A segunda é impedir ao máximo a passagem do sinal indesejado (banda rejeitante). Na figura abaixo você vê um gráfico típico de resposta em frequência de um bom duplexador:

Resposta em freqüência de um bom duplexador

Note que praticamente todo sinal da frequência de transmissão (145.370MHz - amarelo) passa pela cavidade, sua atenuação é menor que 1dB. Já na frequência de recepção, 600 kHz abaixo, há um mergulho profundo onde o sinal é atenuado em 90dB. Nesse caso, praticamente qualquer espúrio do transmissor na frequência de recepção (144.770MHz) será eliminado.

A cavidade de recepção funciona do mesmo modo, mas com as frequências invertidas. A banda de passagem é sintonizada em 144.770MHz (vermelho), enquanto que a que a rejeitada é em 145.370 MHz. Nesse caso, todo sinal que chegar pela antena em 144.770MHz chegará ao receptor com uma atenuação mínima. Já o sinal do transmissor em 145.370 MHz será atenuado em 90dB, não chegando praticamente nada dele no receptor.

Mas afinal, como o duplexador consegue a mágica de permitir a transmissão e recepção na mesma antena? Ao contrário do que muitos pensam, a idéia é bem simples. Uma cavidade duplexadora é composta simplesmente por dois circuitos ressonantes cuidadosamente sintonizados. Eletricamente eles são muito simples. Um circuito sintoniza a frequência de passagem, e outro sintoniza a frequência a ser rejeitada. Isso é tudo. Duas ou três cavidades são ligadas em série apenas para se conseguir maior isolação.

A complexidade do duplexador é devido ao projeto mecânico exigido. Para simplificar, vamos analisar apenas uma cavidade, já que todas são iguais. A cavidade é um simples circuito sintonizado como mostra a figura a seguir:


Circuito equivalente de uma cavidade

O corpo da cavidade e a vareta de sintonia desempenham o papel do circuito paralelo L1 e C1, que é o circuito de banda passante. O acoplamento da energia de RF na cavidade é feito por L2 e C2, que é o circuito rejeita banda.

Agora porque precisamos usar uma cavidade enorme quando um circuito com uma bobina e um capacitor variável podem ser bem pequenos? A resposta é a qualidade do circuito sintonizado, que é chamado de "Q". Nossa pequena bobina e capacitor tem um Q baixo demais para funcionar como um duplexador. Eles simplesmente não têm uma sintonia estreita o suficiente. Sua banda passante seria muito larga e o mergulho da banda rejeitante muito raso.

Agora se aumentarmos o diâmetro da bobina, diminuirmos seu número de voltas e aumentarmos o valor de C1 de modo que ele continue sintonizando a mesma freqüência, o valor Q aumenta e a sintonia ficará mais estreita. Seguindo esse raciocínio, chegaremos a uma bobina com um comprimento de ¼ de onda, e o capacitor é substituído por um grande tubo de metal (cavidade). Quanto maior a vareta de sintonia e maior a cavidade, maior o Q. Veja na figura a seguir como ficaria nosso circuito depois dessa transformação.

Representação física de uma cavidade
Nosso circuito sintonizado se tornou uma cavidade de 65cm de altura por 20cm de diâmetro. A vareta de sintonia da banda passante passa a ser um tubo de cobre de quase 10cm de diâmetro, que pode variar em comprimento de 45cm a 59cm. Variando esse comprimento estaremos ajustando a freqüência da banda passante. Nosso circuito rejeita-banda, que era composto pelo L2 e C2, passa a ser um loop de acoplamento (L2) e a sintonia da banda rejeitante (C2), um dielétrico que corre em volta de uma vareta de cobre. O ajuste dessa vareta sintoniza a freqüência a ser rejeitada.

O corpo da cavidade pode ser de cobre, alumínio ou latão. Todos eles irão funcionar bem. O importante é que as partes de cima e de baixo devem ser bem vedadas e ter um bom contato. Depois disso todas as peças internas, inclusive o tubo de cobre, devem receber banho de prata. Esse banho é muito importante. Esses materiais por si só têm perdas muito altas em VHF. O tubo de cobre móvel se oxida e faz com que o contato com a parte fixa seja pior ainda. Isso resulta em uma cavidade quase impossível de se sintonizar. O banho de prata realmente faz diferença. Lembre-se que qualquer melhora resultará em menor perda, portanto mais eficiência do sistema.

Outro problema é a estabilidade a mudanças de temperatura. Se o duplexador ficar num local onde a temperatura não é controlada, os materiais poderão se expandir ou contrair, mudando levemente o ponto de sintonia do sistema. Duplexadores de boa qualidade utilizam uma liga chamada INVAR no lugar o tudo de cobre da sintonia da banda passante. Essa liga, caríssima por sinal, compensa essas variações mantendo a perfeita sintonia mesmo com mudanças de temperatura.

Interconexões entre as cavidades

Outro fator importante é o acoplamento de RF entre as cavidades. Esse acoplamento deve ser feito com cabos coaxiais de ¼ de onda. Um duplexador usado em repetidora comercial da faixa alta do VHF muito provavelmente deverá ter seus cabos substituídos por cabos mais longos para operar na faixa dos 2m. Esse é um dos motivos que podem fazer com que um duplexador não apresente a isolação desejada. Se for o caso, entre em contato com o fabricante para se informar melhor.

Outro detalhe importante é que todos os cabos utilizados nas interconexões devem ser de dupla malha e com 100% de cobertura. Ele não precisa ser um Cellflex, pois poderia ser muito difícil manuseá-lo, mas deve ser de boa qualidade. Um dos recomendados é RG-214.

Outro ponto crítico são os conectores. Muitos dos misteriosos problemas com ruídos na transmissão de uma repetidora são causados por conectores oxidados ou soltos. Uma verificação e limpeza periódica são essenciais para seu bom funcionamento.

Se você for comprar um novo duplexador escolha conectores N banhados a prata. Eles valem o custo adicional, pois nunca ouvi falar de mau contato em conectores desse tipo.

Referências:
"The ARRL Handbook For The Radio Amateur"
"The ARRL Antenna Handbook"
"Duplexer Theory And Tuning by Dave Metz"

domingo, 11 de julho de 2010

Introdução Sobre Estações repetidoras(PARTE1)

Introdução Sobre Estações Repetidoras
Por PY2JF
João Roberto Gandara

Introdução

Envolvido com repetidoras desde a minha adolescência, eu aprendi muito nesses mais de 20 anos de experiência. Muito me ensinaram, mas muito mais ainda eu tive que aprender por mim mesmo. Talvez movidos pela sensação de poder, alguns radioamadores guardam segredo e não contam a ninguém a receita de como montar e manter uma repetidora. Para você não ter que passar por tudo isso que alguns de nós passamos, resolvi escrever uma série de artigos tentando ensinar a receita de como montar, instalar, ajustar, licenciar e manter uma repetidora de radioamador. Ainda não sei ao certo quantos capítulos serão necessários para cobrir esse assunto tão extenso, e também não sei se conseguirei passar tudo que pretendo, mas pelo menos aqui você encontrará um ponto de partida.

Como era no passado

Eu me lembro claramente como era fascinante ser radioamador no início dos anos 80. Os jovens de hoje podem não pensar o mesmo, mas você tem que levar em conta que naquela época não existia internet, TV a cabo, PC, videogames e toda essa parafernália que existe hoje. Acredite, ser radioamador era umas das únicas maneiras de ter contato com tecnologia. Meu primeiro rádio de VHF foi um HT Yaesu FT207, um dos primeiros portáteis do mercado. Eram 15 minutos de conversação e 14 horas para carregar a bateria, e ainda assim era o máximo. Bem, mas o ponto é que eu achava incrível usando algo tão pequeno (para a época), acionar uma repetidora que estava a mais de 30 km da minha cidade. Por muito tempo eu fiquei imaginando como seria uma repetidora. Imagine! Para se cobrir uma área de mais de 100 km de raio não pode ser algo pequeno, pois a única coisa parecida com isso que eu tive contato antes foi um transmissor de TV, que para cobrir uma cidade com 30.000 habitantes ocupava uma sala refrigerada enorme.

Estava claro, uma repetidora dessas tinha que ter no mínimo o tamanho de uma perua Kombi, e precisava de ar refrigerado. Bom, algum tempo se passou até que um belo dia eu fui convidado a conhecer as instalações de uma repetidora. Vocês podem imaginar a minha decepção quando eu me deparei com uma sucata pouco maior que uma caixa de sapatos numa sala sem ventilação. Depois disso achei que não se precisava saber tanto assim para manter uma coisa dessas no ar, mais isso é o que vamos ver mais tarde.

Normalmente uma repetidora não passa de uma sucata de rádios antigos, mas que corretamente montada e ajustada, pode fazer milagres em benefício dos radioamadores.

O que é uma estação repetidora de sinais

Uma estação repetidora nada mais é que um sistema automático de retransmissão de sinais, normalmente instalado em um local de grande elevação. Um pré-requisito para uma repetidora operar é a habilidade de receber e transmitir o sinal desejado ao mesmo tempo. Para isso ela precisa de um receptor e um transmissor separados. Por motivos óbvios, as frequências de recepção e transmissão devem ser diferentes. Essa diferença de frequência é chamada de offset ou shift. O padrão de offset atual é de 600kHz para o VHF e 5000kHz para o UHF. Seguindo a ilustração abaixo, vamos ver como uma repetidora de UHF em 439.550MHz funciona:



Aqui ambas estações estão sintonizadas em 439.550MHz e com um offset de -5000, portanto quando uma estação transmitir, a freqüência de transmissão passa a ser 434.550MHz (439.550 -5000). Vamos ver como tudo acontece: Imagine que o operador da estação portátil começa a transmitir, seu sinal sai em 434.550MHz e chega ao receptor da repetidora que está na mesma frequência. Dai esse sinal é repassado ao transmissor que o transmite em 439.550MHz. A estação móvel, que está sintonizada em 439.550MHz, passa a receber o sinal da estação portátil através da repetidora.

Quando se usa uma repetidora, é comum ouvir alguém perguntando com que sinal está chegando. Prestem atenção que o sinal que estará recebendo é o da repetidora, e não o da estação que a acionou. Essa confusão é comum com os novos radioamadores. As vezes alguém está chegando muito mal no repetidor, faz a pergunta e o novato ao responder diz: Está chegando 10 com muito chiado. Para se saber o sinal da estação retransmitida basta verificar a entrada da repetidora (reverso ou inverso), ou seja, no caso do exemplo, em 434.550MHz, daí sim saberá o verdadeiro sinal da estação ouvindo seu sinal direto. Isso é claro, se ele chegar para você sem ajuda da repetidora.

Vantagem da topografia

Normalmente as repetidoras estão localizadas em topos de montanhas ou em outros locais elevados e operam com uma potência de saída maior do que de uma estação portátil ou móvel. Essa combinação de elevação e alta potência irradiada geralmente resulta em comunicações sobre distâncias consideráveis comparadas com comunicação simplex (diretas, sem uso de repetidoras).

Subtom (CTCSS)

Subtom ou CTCSS (Continuous Tone Coded Squelch System) é um sistema de codificação muito usado nas repetidoras atualmente. Trata-se de um tom inaudível transmitido junto com o áudio da estação que deseja usar o repetidor. Se esse subtom transmitido for o mesmo que a repetidora espera receber, a repetidora é acionada e repete o sinal. Caso a estação não esteja usando o mesmo subtom ou esteja sem subtom, ela não conseguirá acionar a repetidora. A grande vantagem de se usar o subtom é no caso da repetidora estar num local poluído de RF, com isso previne-se que ela seja acionada por interferências. Houve um tempo em que repetidora com subtom era sinônimo de repetidora fechada, mas como hoje em dia praticamente todos os rádios vem com subtom instalado, usar subtom por esse motivo não é efetivo.

Quem as mantém

Normalmente uma repetidora é mantida por uma associação de radioamadores, pois é exigência da Anatel (órgão que regulamenta as telecomunicações no Brasil) que seja desse modo. Também é comum que no início da criação de uma repetidora seja apenas um grupo de radioamadores os responsáveis, mas no fim sempre acaba tendo que ter o respaldo de uma associação. Radioamadores que cuidam da manutenção de uma repetidora são conhecidos como mantenedores.

Diagrama básico

Um diagrama básico para uma estação repetidora é apresentado na figura abaixo. Com um receptor para receber o sinal de entrada, uma placa controladora para controlar as tarefas (timers, bips, identificação, liga desliga remoto, etc), um transmissor para transmitir o sinal e um duplexador para compartilhar uma única antena para o receptor e transmissor.



Esse é o primeiro artigo da série, uma pequena introdução sobre o que vem a ser uma repetidora. Com essa base, nos próximos artigos veremos com mais detalhes cada parte de uma repetidora separadamente.

sábado, 10 de julho de 2010

O QUE ESTA ACONTECENDO COM AS RADIOS EM ONDAS CURTAS

Artigos Técnicos
Maurício Beraldo - PY4MAB Py4mb@amsat.org


Há 25 anos atrás a onda curta era a fonte preferida para obter-se informações e noticias internacionais mais utilizadas pelos meios de comunicação em todo o mundo.

Praticamente 24 horas por dia o serviço mundial da BBC de Londres mandava informações para os quatro cantos do mundo principalmente a noite na freqüência de 6.175 kHz. Juntando-se a BBC estava a Radio de Moscou que era porta voz do antigo regime comunista que imperava no pais. Dentre as mais conhecidas na época estavam a radio Voz da America, Radio Netherlands, Deutsche Welle (direto da Alemanha), e também a Radio Berlin internacional.

Se quiséssemos saber o que estava acontecendo em Cuba, Bombay (atualmente Mumbai), e Tel Aviv, bastava sintonizar diretamente a Radio Havana ou a radio Kol em Israel.

Naquela época a BBC estimou uma audiência de mais de 120 milhões de ouvintes semanais em todo o mundo. As pesquisas mostraram também que a maioria desta audiência se encontrava fora dos Estados Unidos. Mas na época que não existia a internet nem rádios nem TV via satélite a onda curta era o local onde milhares de cidadãos Americanos buscavam suas informações.

Faça um teste e observe os sinais recebidos nas faixas de ondas curtas e você Radioamador e Radio escuta observara que estas faixas mudaram muito. Nos Estados Unidos e na Europa algumas das principais emissoras simplesmente desapareceram ou reduziram seus horários de transmissões. Atualmente o serviço mundial da BBB não transmite sua programação em onda curta para a America do Norte e para a Europa. Tivemos um baixo índice de audiência nas faixas de onda curta nos continentes Europeus e Norte Americano disse Andy Sennitt. Andy e um dos pesquisadores de onda curta mais respeitados em todo o mundo e trabalha como editor chefe da Radio Netherlands que mantém a pagina Media Network na internet.

Media Network iniciou seus trabalhos em 1981 com um programa de onda curta semanal. Este programa chegou ao fim no ano 2000 e atualmente pode ser ouvido somente via internet.



É muito fácil culpar a internet e a TV via satélite pela diminuição da audiência nas freqüências de onda curta. Mas o que ninguém sabia é que a onda curta já possuía seus próprios problemas e necessitava de atualizar-se para sobreviver em nosso meio tão evolutivo, disse Larry Magne.

Larry Magne era produtor da revista Passaport to World Band Radio que era um guia de freqüências que continha todas as estações de onda curta em todo o mundo. Esta revista circulava nas bancas em vários países e por 25 anos nos ajudou na busca de rádios mas encerrou sua publicação no ano de 2009.

Alcançamos o pico de audiência das rádios de onda curta no ano de 1989 quando aconteceu o fim da guerra fria, disse Larry Magne. A partir deste ano as audiências nas freqüências de onda curta diminuíram bastante.

A transmissão em onda curta e nas faixas de onda longa são muito caras para mante-las e desde que a guerra fria terminou alguns governos do ocidente chegaram a conclusão que não seria mais necessário um gasto enorme de dinheiro com transmissões, produções e na manutenção de equipamentos. Em conseqüência disso varias estações encerraram seus trabalhos em onda curta. Outras emissoras destinaram seus sinais para as paginas da internet ou via satélite diminuindo os gastos.



Magne acredita que o serviço mundial da BBC de Londres contribuiu consideravelmente na diminuição dos sinais em onda curta tanto no continente Europeu como no continente Norte Americano.

Em 2001 o diretor do serviço mundial da BBC, Mark Byford, disse que as transmissões de AM e FM locais, os rádios via satélite e a internet colocaria um fim nas transmissões de onda curta. (Mark Byford atualmente é subdiretor geral da BBC)

Depois que a BBC de Londres finalizou suas transmissões em onda curta para os Estados Unidos aconteceu um efeito dominó onde varias emissoras de onda curta desligaram ou diminuíram suas transmissões para aquele continente. O resultado atualmente é que os Americanos não recebem muitos sinais de onda curta. O espaço destinado a estações de noticias nas freqüências de onda curta hoje é utilizado por igrejas e programações religiosas.

Kim Andrew Elliot, ex-colaborador da Voz da America, disse que na época em que a BBC encerrou suas transmissões em onda curta para os Estados Unidos os ouvintes daquele pais recebiam toda sua programação confortavelmente por estações retransmissoras na faixa de FM e toda esta programação era dirigida para aquele pais e também os ouvintes não se preocupavam com a dificuldade em receber os sinais pois recebiam através de seus rádios e através de emissoras na faixa de FM.

Em uma de suas pesquisas para o Internacional Broadcasting Bureau, Kim Andrew observou que vários ouvintes migraram das ondas curtas para a faixa de FM, e que isso aconteceu também em vários países do continente Europeu.

Uma pesquisa de Kim Andrew em 2009 mostrou que os ouvintes no Camboja, que escutavam a Voz da America em ondas curtas, 63 por cento preferiam escutá-la através das emissoras afiliadas em FM, 31 por cento escutavam através de emissoras afiliadas na Tailândia, e só 6 por cento escutavam a Voz da America pelas ondas curtas.

Já em outra pesquisa em 2003 feita na índia mostrou que 7 por cento da população dizia que escutava rádios em ondas curtas e outros 7 por cento escutavam rádios de outros países em FM. Em 2008 a mesma pesquisa feita na índia mostrou um resultado bem diferente, 18 por cento escutavam noticias em FM e apenas 2 por cento em ondas curtas.

Atualmente a legislação de comunicações na Índia restringe as emissões de sinais de outros países nas rádios FM e essas rádios não podem transmitir programas informativos. Isso significa que as rádios Voz da America, BBC, RFI e outras emissoras internacionais perderam suas emissoras afiliadas nestes países.



A RADIO DE ONDAS CURTAS NOS DIAS DE HOJE

Estamos no ano de 2010 e a BBC e as rádios internacionais estão facilmente disponíveis pela internet ou via satélite. Atualmente a maioria dos jornalistas e repórteres se dirigem a internet na busca de informações.

Mas tanta ganância em ganhar dinheiro através de emissoras afiliadas que tem interesse em divulgar noticiário internacional esta com seus dias contados disse Kai Ludwig.

Com freqüência muitas estações de onda curta encerram suas transmissões porque estas freqüências já não são tão interessantes. Um exemplo é a radio Livre da Europa que perdeu por completo suas afiliadas na Ucrânia quando as radios mudaram sua programação e passaram a transmitir somente musica contemporânea. Também quando uma emissora local possui programas de rádios internacionais essas emissoras cobrem somente um determinado local ou uma determinada região dificultando a compreensão dos ouvintes em determinadas matérias e também não se compara o alcance mundial da onda curta disse Kai Ludwig.

Noticias vindas pela internet com certeza agregaram um ponto valioso para o desenvolvimento de muitos países mas muitas paginas de noticias comumente erram assustadoramente mostrando a falta de competência de seus produtores.

Também muitas estações de radio religiosas que utilizam a onda curta não estão ganhando dinheiro com ela.

Nas ultimas transmissões da radio Voz Cristã o locutor disse: Esta me ouvindo ai ? , será que tem alguém me ouvindo do outro lado ?

A radio Voz Cristã retirou sua programação religiosa na Alemanha e na Austrália.

A rede HCJB do Equador já não nos envia sua grade de programação em onda curta e a Evangeliums Rundfunk associada alemã da Trans World Radio já não transmite sinais em onda curta disse Kai Ludwig.

Muitos tinham esperança de que os salvadores da onda curta seriam os receptores de onda curta digitais, que com a norma (DRM) Digital Radio Mundiale, facilitaria a recepção de sinais naquelas freqüências tão ruidosas.

Infelizmente a DRM atrasou em uma década o lançamento de seus equipamentos digitais e quando os lançou foram muito poucos aproveitados no mercado. Obviamente outro problema que surgiu para o agravamento do radio digital para as ondas curtas foi que as fabricas desses receptores não cumpriram sua parte no negocio que era a de desenvolver receptores baratos para toda população.

Com todos esses problemas os analistas prevêem que em breve as rádios de onda curta na Europa e nos Estados unidos encerrarão suas transmissões retirando seus programas aos poucos. Mas ainda existem sinais sendo transmitidos para África, partes da Ásia e America Latina. Esses sinais continuarão sendo transmitidos até que esses países desenvolvam tecnologias e infra estrutura que possibilitem a sua população receberem sinais de outras emissoras estrangeiras com mais qualidade.



Apesar de todos os gastos para se manter um transmissor de onda curta sejam muito altos e os problemas de recepção serem um agravante o radio em onda curta possui uma vantagem muito grande sobre a internet e sobre o radio via satélite. A grande vantagem é que nas transmissões de onda curta analógica é impossível bloquear o sinal e toda a noticia chegará em sua totalidade. Já na internet as noticias podem ser dirigidas e moderadas pelas autoridades locais com a criação de um filtro especial que enviaria somente noticias com interesse pessoal ou interesse governamental para a população.

As transmissões via internet podem ser facilmente bloqueadas através de técnicas de geolocalização utilizando protocolos IP que bloqueiam acessos a determinados sites e a determinadas informações.

Os sinais de radio, recebidos via internet, e enviados para uma emissora afiliada podem ser facilmente bloqueados por governos que tem por objetivos bloquearem as informações vindas de outros países. Um exemplo simples é a radio AZADIQ no Azerbaijão que possuía várias afiliadas em varias rádios FM locais que tiveram seus transmissores desligados em 2008 logo após uma critica feita por jornalistas de outros países as eleições daquele pais. Essas medidas também afetaram as transmissões das rádios Voz da America e o serviço mundial da BBC no pais.

Todas as transmissões enviadas pela internet ou via satélite para estações retransmissoras terrestres podem ser bloqueadas pelos seus governos ou pela legislação de telecomunicações de cada pais.

Entretanto a onda curta analógica bem executada penetra em qualquer ponto da Terra quando os outros meios de comunicação falham. Com isso as emissoras internacionais podem registrar seus comentários da forma que quiserem e sem censura.

Segundo Lech Walesa, Vaclav Havel e outros lideres da famosa cortina de ferro esta capacidade de furar esses filtros da censura dando acesso as principais noticias e informações do mundo foram as principais razões e principais ferramentas utilizadas para acabar com o Comunismo na Europa.

No mundo atual as noticias são censuradas na Corea do norte, Iran, Arábia Saudita, Vietnam, Cuba, China entre outros países. E a informação sem censura segue sendo hoje tão importante quanto na época da guerra fria.

MAURICIO BERALDO

O que é ser um Radioamador de Verdade?

"Nós todos sabemos como uma pessoa se torna um radioamador licenciado. Você estuda, passa por um teste e ganha um pedaço de papel da ANATEL. Faça isso e você será um radioamador. Ser um "radioamador de verdade" é diferente".


Não é apenas ter a licença, é mais que isso - é como você se sente em relação ao radio e como você lida com esses sentimentos. Conseguir a licença não é o fim do caminho. Para um radioamador de verdade, é apenas o inicio da aventura.

Ser um radioamador de verdade significa ter todo um amor pelo radio e pelo que pode ser executado com o radio para beneficiar outras pessoas. Significa estar disposto a apreciar a mágica de um radinho de galena e a maravilha da tecnologia avançada igualmente e ao mesmo tempo. Significa trabalhar com outras pessoas que compartilham seu amor pelo radio para fazer um serviço ou alcançar um objetivo.

Se eles não se sentem dessa forma em relação ao radio, porque alguém se importaria em conseguir uma licença de amador hoje? Em um passado não tão distante, algumas pessoas se tornaram radioamadores simplesmente para usar o radio como um serviço de comunicação pessoal. É fácil se esquecer que telefones celulares são um fenômeno relativamente recente, e que antigamente, autopatches na repetidora forneciam serviço que era mais barato e melhor do que muitos que eram disponíveis comercialmente. Não foi há muito tempo atrás que "QSO com trafego telefônico" era ouvido normalmente nas bandas de HF porque as chamadas telefônicas internacionais eram caras e difíceis de conseguir. Agora isso tudo acabou, exceto para locais extremamente isolados ou durante emergências. Estatísticas pré-reestruturação podem ter mostrado um declínio na atividade de licenciamento, mas quanto desse declínio pode ser atribuído a pessoas tendo acessos a serviços de comunicação pessoal melhores e mais apropriados, e não ter mais que usar o radioamadorismo dessa forma? Talvez o número de radioamadores recém-licenciados não tenha diminuído!

Qualquer pessoa que faz a prova para obter uma licença hoje em dia é potencialmente um radioamador de verdade, ou pelo menos merece o beneficio da duvida.

Algumas vezes para ser um radioamador de verdade, uma licença não é necessária. Não seria alguém que amavelmente restaura um receptor antigo um radioamador, licenciado ou não? Não deveríamos chamar como "um de nós" qualquer pessoa que acorda ao amanhecer apenas para escutar sinais tropicais de broadcasting aparecendo por alguns poucos minutos, vindo do outro lado do mundo? Nós estamos interessados em obter uma alocação de freqüências baixas para experimentação em radio, mas não deveríamos dar valor e honra ao que já é feito, sem licença, dentro das regras (NdoT: Part 15 of FCC rules)? Se um voluntario prove radiocomunicação valiosa em uma emergência, realmente importa em qual freqüência o radio opera ou em que serviço parece estar licenciado?


Resumindo: não é a licença que faz você um radioamador de verdade, mas sim o que você faz com ela!

E há muito a fazer! Muitos de nós só exploramos um pequenino pedaço dos mundos que estão abertos a um radioamador licenciado. Os sortudos entre nós têm guias experientes - Elmers (NdoT: Anciãos) - que estão mais que dispostos a gastar o seu tempo nos ajudando a iniciar nossas explorações. Talvez os próprios Elmers sejam mais sortudos ainda, porque eles descobriram a alegria que é compartilhar a sua paixão com os outros.

No inicio da lista de coisas que podemos - e devemos - fazer são as comunicações publicas e de emergência. Participação regular pode não ser pra todos, mas cada radioamador deveria saber os básicos e deveria saber como entrar no ar quando as comunicações normais são interrompidas. Isso não é o mínimo que podemos oferecer em troca da cadeia de privilégios que nos usufruímos?

Alem disso há toda uma gama de oportunidades para explorar, não é possível explorar a todas. Há novos satélites para explorar, com a jóia da coroa do esquadrão de satélites amadores, Phase 3D, aguardando para entrar em orbita. O ciclo solar finalmente começa a aumentar o numero de manchas solares, com aberturas mundiais em 10 metros aparecendo a tempo para temperar a procura por contatos com duas novas entidades DXCC.

Ao risco de ser acusado de fazer propaganda de um produto comercial, o kit de transceptor Elecraft K2 é um dos mais positivos desenvolvimentos em radioamadorismo nos anos recentes. O K2 responde a nossa nostalgia pela era Heathkit, enquanto oferecendo bom desempenho e um senso de conquista pessoal e uma comunidade de amigos construtores.

Como você vai ver no artigo de Steve Ford esse mês (NdoT: QST maio 2000), PSK31 continua a empurrar as comunicações digitais em HF em novas e excitantes direções. Novos recordes de microondas estão sendo conquistados, apenas para serem quebrados. Inovadores em APRS estão encontrando novas e intrigantes aplicações para a sua ferramenta.

Não precisa de uma floresta de antenas para explorar qualquer um desses caminhos. Novos mundos no radioamadorismo estão ao alcance de praticamente todos.

Se você ainda não é um "radioamador de verdade", o que está esperando?

David Summer, K1ZZ