DX em Ondas Médias

01:28 Fernando Luiz de Souza 0 Comments




A banda de Ondas Médias é uma faixa de freqüências internacionalmente acordadas para o propósito da radio difusão, que compreende o intervalo de 530 kHz a 1710 kHz. Basicamente, podemos agrupar as emissoras que transmitem em OM em 4 grandes grupos :
  • Difusão Internacional
    Mais comuns na Europa e Sudeste Asiático, estas estações são projetadas para atingir audiências em paises distantes dos transmissores. Bons exemplos são os transmissores de alta potencia operados pela Voz da América, BBC e Voz da Rússia. Ao longo dos anos, estas estações foram se expandindo para difusão religiosa tais como a Radio Vaticano, PJB em Bonaire e TWR em Mônaco como exemplo.
     
  • Difusão Regional
    Estas são melhores exemplificadas pelas estações Clear Channel - canal livre - nos Estados Unidos em particular. São estações normalmente com 50 KWatts de potencia que possuem o privilegio excepcional de ter um canal virtualmente dedicado para cada uma. Isto é uma deliberação para assegurar a cobertura de um vasto interior rural de forma a se obter boa recepção de radio à noite. Apesar de algumas estações ainda operarem com estações clear channel de fato, estas não mais tem o direito automático a usar a freqüência exclusivamente.
     
  • Redes Sincronizadas
    São redes de diversas estações transmitindo a mesma programação para prover cobertura nacional. Em termos técnicos,  utilizam a mesma freqüência e requerem muitos cuidados no sincronismo e no atraso da distribuição do conteúdo aos transmissores.
     
  • Transmissões locais
    Representa a maioria absoluta das estações da banda de OM, caracterizado pela colocação da estação, seus estúdios e transmissor e sua audiência. A potencia do transmissor pode variar desde pequenos 250 Watts até 200 KWatts ou mais, dependendo da área de cobertura e do grau de interferência de canais adjacentes. Como regra geral, à noite a potencia é diminuída para evitar problemas de interferência trazidos pelas ondas celestes ( sky waves ) durante à noite. No Brasil, algumas emissoras potentes, como a Radio Tupi e Globo do Rio de Janeiro, e a Guaíba de Porto Alegre, são sintonizadas em diversos estados.
Para a prática do DX em OM, é importante ressaltar que pode-se iniciar uma um equipamento simples, basicamente, qualquer receptor de boa qualidade portátil poderá facilmente captar diversas estações diferentes à noite usando apenas a antena interna de ferrite.  Entretanto, é certamente preferível utilizar receptores de melhor qualidade, para se iniciar no pratica. Com receptores similares ao Sony 7600GR e Grundig YB400 por exemplo, pode-se sintonizar estações de ate 1500 km distantes com certa regularidade à noite. Se as condições de propagação das ondas são favoráveis e a escuta ocorre no horário mais indicado a determinada escuta, deverá ser possível a recepção de emissoras mais distantes ainda. Desta forma, com a utilização destes rádios para a faixa de OM, pode-se fazer a transição para modelos mais sofisticados de equipamentos inclusive utilizando antenas especificas.


Apesar de ser possível a sintoniza na faixa de Ondas Médias durante 24 horas ao dia, devemos ressaltar que esta faixa apresenta dois distintos comportamentos conforme a hora do dia. Durante as horas ensolaradas do dia os sinais de radio de ondas médias são absorvidos nas camadas inferiores da ionosfera e apenas os sinais denominados "ondas terrestres" são propagados; estes sinais se irradiam a partir dos transmissores na forma aproximada de feixes que acompanham a curvatura da terra e atingem no máximo aproximadamente 500 km. Durante o dia pode-se ouvir as estações locais de baixa potencia devido aos poucos sinais distantes serem audíveis e logo, a interferência é mínima.
A noite a ionosfera tende a refletir, ao invés de absorver, os sinais de ondas medias e assim a energia irradiada se eleva da antena do transmissor à algum ponto distante do transmissor. Estas são conhecidas como ondas celestes. Também é perfeitamente possível durante a noite que os sinais se propagam através de múltiplos saltos entre a ionosfera e a superfície da Terra. Este mecanismo permite a recepção ocorrer em lugares a milhares de quilômetros do transmissor. Como exemplo, a Radio Globo do Rio de Janeiro que utiliza transmissor de 200 KWatts é comumente reportada na Europa, assim como a Radio France Info é sintonizada no Brasil, cruzando um oceano atingindo até 9500 km de distancia. Desta forma, ao se sintonizar a faixa de ondas médias à noite com um receptor de qualidade, é possível ouvir dezenas de emissoras distantes.
É importante ressaltar que nas Américas a separação dos canais na faixa de ondas médias é de 10 kHz e na Europa, Ásia e África, é de 9 kHz. Logo, um receptor analógico com excelente seletividade ou um receptor digital que apresente passo de 1 kHz na sintonia, permitirá cobrir diversos países. 


Devido as características particulares da propagação de Ondas Médias, e também, devido a presença normalmente de emissoras de alta potência próxima aos centros urbanos, há um grande complicador quanto aos equipamentos e antenas necessárias a obtenção de resultados. Ouça um relato de Cassiano Macedo e José Moura, apresentadores do programa Encontro DX, levado ao ar através da Rádio Aparecida, sobre Dxismo em Ondas Médias:


Media Player
MP3
Quando sintonizamos emissoras locais ou até mesmo emissoras internacionais em ondas curtas, é normal ouvirmos uma vinheta característica, um sinal de identificação, ou nas emissoras locais, o prefixo da estação. 
Agora precisamos nos indagar sobre o que acontece quando tentamos decifrar um sinal fraco e que desvanece de uma distante emissora que pode estar utilizando um idioma absolutamente desconhecido. A questão fundamental é, a que ponto consideramos uma estação identificada e como descrever  as emissoras não completamente identificadas. O processo de identificar estações deve ser visto como um amplo espectro de possibilidades. Um lado é o sinal fraco e um idioma absolutamente incompreensível e outro é ouvir por exemplo "esta é Radio Vision Internacional, mucho escutada em diversos países, transmitindo em 530 kHz ... " que transmite em espanhol a partir do Caribe. 
Em termos gerais, quanto mais se consegue prolongar a escuta da emissora, maior a probabilidade de se ouvir algo conhecido, como uma música por exemplo, aumentando as chances de identificação. Os fatores que contribuem para a identificação são bastante amplos, incluindo, hora da recepção, freqüência, qualidade do sinal e tipo de programação. Até o mais experiente DXista não será capaz de identificar corretamente tudo o que sintoniza, logo, existe a necessidade de se utilizar diversas formas de quanta certeza ( ou incerteza ) é uma determinada estação. Podemos agrupar o processo em quatro formas :
  • Identificada
    Implica que o ouvinte está 100% seguro da identidade da estação, considerando por exemplo a legibilidade plena do anuncio da emissora
  • Presumida
    Quando uma estação é listada como presumida significa que o ouvinte tem suficientes pistas para identificar a estação ( normalmente com 90-99% de possibilidade ).
  • Tentativa
    Este termo geralmente descreve uma situação onde o ouvinte está pouco seguro da estação sintonizada, mesmo que a probabilidade de acerto seja maior do que 50%. É importante sempre manter o registro da escuta e das pistas que levaram a tentativa de identificação.
  • Não Identificada
    Qualquer coisa menor do que "tentativo" é denominado "não identificada", e o ouvinte deve resistir ao máximo a não classificar a escuta, desde que não possua nenhuma pista ou evidencia da origem da emissora.
Os catálogos existentes de emissoras como o livro WRTH cuja atualização é anual, é uma fonte de referencia para auxilio à identificação.  Mesmo assim, ainda incorre-se em erros, devido a falhas de interpretação da escuta e falta de atualização das listas de emissoras. Neste caso, a participação em listas de discussão específicas e filiação a Clubes de DX, é primordial para se aprimorar e se atualizar na prática do DX em Ondas Médias.
Um acessório importante no auxilio da identificação, é a utilização de gravadores ( normalmente portáteis e de preferência que se acoplem diretamente aos receptores ) de fita cassete, que possibilitam o intercambio de informações com outros DXistas, no processo de identificação e até para a confecção de Informes de Recepção, visando a obtenção de cartões QSL.

A antena mais comum utilizada para escuta de Ondas Médias é a denominada LOOP. São muitas as vantagens desta antena, como o padrão de direção bem definido o qual permite a seleção de diversos sinais de diferentes transmissores através da rotação da antena em torno do seu próprio eixo. Adicionalmente as antenas loops são desenhadas para serem ressonantes nas freqüências de ondas medias sendo assim sintonizáveis. Isto é uma valiosa introdução à seletividade antes mesmo dos sinais alcançarem o receptor. Uma boa antena loop sintonizada irá facilmente rejeitar a maioria dos sinais maiores ou menores que 50 kHz a partir da freqüência ressonante desejada, assim, diminuindo ou virtualmente eliminando qualquer imagem ou produtos de inter modulação de 2. ordem gerados dentro do receptor.

Receptor Sony IFC-2010 acoplado por proximidade a antena de quadro Loop DZ-60


Existem diversos desenhos de antena loop, as mais práticas são basicamente a quadro de loop e a antena de ferrite, ambas sintonizadas. A quadro de loop é composta normalmente por um quadro de madeira no qual são enroladas diversas voltas de fio esmaltado ao seu redor. Este enrolamento na realidade é um indutor o qual por sua vez é conectado a um capacitor variável - seu valor de capacitância depende naturalmente do valor da indutância do enrolamento - formando um circuito LC sintonizado. O quadro é suportado em uma base de madeira que possa ser girada em torno de seu próprio eixo.
A figura abaixo ilustra toda a importância do padrão de direção da antena loop, o que claramente exibe dois nulos e picos simétricos  que podem ser direcionados para estações desejadas ou indesejadas através de sua rotação física. Desta forma a antena loop é muito capaz de separar duas ou mais estações de freqüência próxima desde que naturalmente os sinais não estejam chegando da mesma direção ( ou diretamente opostas ). Na direção de chegada de dois sinais que estão separados por 60° e 120° a antena loop realmente apresenta o melhor resultado.

Propriedades direcionais da antena loop

A antena de loop de quadro acima foi desenvolvida e é fornecida por encomenda por Denis Zoqbi, e é apresentada em dois modelos basicamente, a DZ-45 e a DZ-60. O numero corresponde ao comprimento do quadro, e no caso da DZ-60, apresenta maior ganho, ou seja, melhor diretividade na sintonia.

Receptor Grundig YB400-PE acoplado a antena  loop de ferrite RGP3
 
Outro tipo de antena loop, porém mais portátil, é a antena loop composta por barras de ferrite dentro de um tubo, com um rolamento de fio esmaltado em paralelo com um capacitor variável, formando o mesmo circuito LC sintonizado. A vantagem desta antena é principalmente sua portabilidade.
Outras antenas que requerem espaço suficiente para sua implementação, são a Beverage e os vetores de antenas com dispositivos ativos de ajuste de fase, como a K9AY.


Sintonizando Oriente Médio e África em Ilha Comprida no fim da tarde
Após um ano de intensa atividade e pesquisa, o DX Clube do Brasil compilou uma lista de emissoras brasileiras de OM, que representa um marco na prática do DXismo no Brasil. Além das referencias às freqüências e origem das estações, são apresentadas diversas informações auxiliares à identificação das emissoras. Acesse o sítio do DX Clube do Brasil para obter o documento em formato PDF.
O assunto da propagação de curta e media distancia em OM è ainda mais apaixonante quanto às escutas transoceânicas, e certamente è mais cheia de mistérios também. O fato è que, alem de propagação, sorte e posição do ouvinte - fatores validos para qualquer tipo de escuta - a explicação ( porque está entrando determinada emissora agora e aqui, e porque ontem não) se complica ainda mais por causa de fatores peculiares da média distancia. 
 
O primeiro fator em ordem de importância è o astronômico. Na hora do pôr-do-sol do transmissor ha uma típica empurrada nos sinais daquele lugar, assim como logo antes da alvorada. Uma olhada no mapa, no software Geoclock, ou naquele sítio muito bom que atualiza em tempo real a posição da sombra – mais conhecida como Gray Line - è fundamental. O que também acontece tipicamente nestes momentos è que, na recepção de curta a média distancia, a onda de terra e a onda ionosférica se misturam e a emissora no mesmo canal que fica só com onda de terra, ouvida bem dez minutos atrás, é penalizada, sendo então reduzida. 
Muitas vezes o que parece no ouvido uma alta de sinal acaba sendo só a redução de um outro, logo antes dominante. Com o ouvido bem treinado pode-se reconhecer o efeito do "fading" e imaginar os tempos de alta e baixa. No Rio de Janeiro, por exemplo, acontece que até emissoras fortes de São Paulo, ouvidas normalmente por 24 horas, baixam de sinal quando sobem sinais de algumas áreas de Minas, aonde o sol se põe mais cedo do que aqui. Isto se deve porque em São Paulo o sol está ainda no céu. No caso de Argentina, Paraguai e Uruguai, o efeito è ainda mais claro, porque naqueles paises, mais ao sul, a hora do Pôr-do-sol muda muito mais ao longo do ano do que na região Sudeste do Brasil.
Em Buenos Aires varia também de três a quatro horas entre o inverno e verão. Assim que as emissoras de Buenos Aires entram no Rio de Janeiro durante o inverno, o céu è claro ainda. No verão, temos que esperar até duas ou três horas depois do nosso pôr-do-sol.

É provável que se escutamos sempre uma emissora regional – Poços de Caldas, por exemplo - na mesma hora è provável que seja a hora do por do sol daquela cidade, ou uma combinação entre a nossa hora e a de lá. Tem que se considerar que a distancia entre os dois pontos, pode não ser suficiente pra mudar a hora da "empurrada" em diferentes meses do ano. 
Em regiões menos tropicais o efeito è muito mais claro, porque a linha sombra-luz, o "terminador", muda de forma muito mais abrupta. A pergunta è : porque depois daquela hora a emissora X desaparece ? Também se entre os dois pontos a escuridão continua ? Este é um ponto a ser pesquisado com mais profundidade, e é justamente isto que dá importância a hora da "empurrada". Outro fator importante è posição geográfica do ouvinte em relação ao transmissor. Emissoras de onda media usam normalmente antenas direcionais, que criam na curta distancia áreas de recepção bem definidas, lobos, em onda de terra e até "path" (caminhos) noturnos. 
Os Dxistas norte americanos fazem da caça aos mapas de direção do sinal das emissoras um lado muito importante do hobby. Um fato interessante para eles, é que as emissoras normalmente têm estes mapas e não criam dificuldade em enviá-las pra os dxistas. A orientação do sinal - beaming - è determinante também na longa distância. No Brasil foi sintonizado Taiwan nos 1557, mas deve-se relevar que o beaming, ao que tudo indica, é de 260-270 graus. Eles transmitem para a China continental, mas depois, na direção ao leste, há o Brasil. Depois de tudo vem a propagação, o dia bom e o dia ruim. Aqui tudo pode ser possível, inclusive nas curtas distancias, os fatores de tempo e meteorologia que influenciam a onda de terra, assim como a atividade solar, a atividade magnética, a lua, enfim, são muitos fatores realmente. Não existem certezas, entretanto, também porque é possível que não existam muitos esforços a nível acadêmico para saber o que acontece nas ondas medias ( ainda mais com o que verificamos atualmente nesta faixa ). Tudo fica com os praticantes do hobby, ou seja, a pesquisa e as verificações das escutas em contraste com os índices de propagação e eventos conhecidos. 
 
O que seria interessante fazer aqui no Brasil seria pesquisar um pouco as variações de propagação de média e curta distancia com os dados do sol e do campo magnético. A única indicação forte até agora è em relação ao continente Africano : a alta dos indexes A e K ajuda bastante na recepção daquele continente, apenas isto. 
Ao mesmo tempo diminuem os sinais da Argentina porque, em regiões mais próximas ao sul magnético, há a influencia do famoso "absorvimento" da aurora, ou blackout ( desvanecimento total ), em caso de tempestade magnética. Eventualmente,  quatro ou cinco emissoras do Nordeste que são possíveis de se ouvir no Rio de Janeiro de vez em quando, sempre entram no inverno ( mais escuridão e influencia do sol nesta estação ). Na verdade o que realmente importa na pratica das ondas medias è a tendência do dia ou da hora. Como exemplo, é saber que aquela emissora de Montevidéu ou de Salvador que estamos procurando há tempos pode entrar só numa noite em que uma outra emissora daquela mesma região, mais fácil, chega bem forte.


Acesse a página de Rocco Cotroneo dedicada à sua atividade de DXista, incluindo boa dose de humor, e fotos de sua antena K9AY assim como trechos de gravações excepcionais em Ondas Médias.
A tabela abaixo representa o registro de emissoras sintonizadas no Brasil, extraídos dos boletins emitidos pelo DX Clube do Brasil, e por escutas próprias. Basicamente, as escutas abaixo foram realizadas por Samuel Cássio de São Carlos em São Paulo, e Rocco Cotroneo do Rio de Janeiro. Os receptores utilizados são basicamente o Sony 7600GR com antena loop de quadro e o AOR-7030+ com antena K9AY Wellbrok. 
Deve-se ressaltar entretanto, que as condições técnicas são primordiais para este tipo de escuta. Iniciando por equipamentos avançados do porte do AOR-7030+ em conjunto com uma antena loop sofisticada como a K9AY produzida pela Welbrook, até a análise e verificação dos índices que influenciam na propagação, são pontos cruciais para possibilitar escutas mais difíceis  passando pela localização geográfica da recepção, são fatores determinantes nas escutas mais complexas.
Os receptores abaixo são atualmente os mais indicados em Ondas Médias além de Ondas Curtas. Apesar das qualidades do Icom R-75, em especial quanto a seletividade e sensibilidade, o mesmo possui um atenuador - um filtro passa alta - cuja freqüência de corte ocorre em 1.800 kHz. Isto se deve a origem do projeto visando diminuir o aparecimento de imagens na faixa de ondas curtas, causadas por transmissores locais de OM que utilizam alta potência.



AOR 7030 Plus

Drake R8B

JRC NRD545

ICOM R75

Mesmo assim, o ponto chave desta compilação é ter uma referencia para a busca de emissoras distantes em Ondas Médias, permitindo sua provável identificação e incentivar a prática de DX em Ondas Médias. 
 
Aqui no Rio de Janeiro com um receptor Sony ICF-2010 acoplado a antena loop de quadro é possível sintonizar Arábia Saudita em 1512 kHz, Noruega em 1314 kHz, França em 1577 kHz. A emissora La Red de Buenos Aires transmite em 1630 kHz e a Vision Cristiana Internacional em 530 kHz e podem ser sintonizadas a partir de 01:00 UTC utilizando apenas a antena interna do receptor.
Uma ótima prática para a escuta de rádio é se afastar dos grandes centros urbanos, em especial de locais que apresentem interferências de emissoras locais de grande potencia, e em especial, de ruídos elétricos presentes nos centros urbanos. Normalmente, denomina-se DXpedição, a esta prática. 


Freqüência
País Origem / Localização do Transmissor
530 Turks and Caicos, Caribe
555 Radio Ziz, Saint Kitts
567 Talk Radio, África do Sul
621 Radio Nacional de Espanha, Ilhas Canárias
684 Radio Nacional de Espanha
730 Cardinal, Paraguai
765 Radio Suíça Romande - cidade de Sottens
830 Rio Gallegos, Argentina - Patagônia
909 VOA, Botsuana
963 Moçambique
945 Angola
972 Botswana, África
1.008 Radio Moçambique, África
1.044 Marrocos
1.068 Moçambique
1.098 Eslováquia
1.098 Radio Mambatho, África do Sul
1.107 Egito
1.125 Croácia
1.134 Croácia
1.190 Radio América, Argentina
1.197 Lesotho
1.224 Bulgária
1.296 Sudão, África
1.314 Noruega - transmissor na cidade de Oslo
1.332 RAI, Itália - cidade de Roma
1.377 France Info - França
1.377 Tanzânia
1.386 Kenia
1.458 Oceano Índico - Mayotte - RFO
1.467 TWR, Mônaco
1.476 Dubai
1.485 Angola - Emissora Provincial
1.502 Angola
1.503 Irã
1.503 Taiwan - Family Radio
1.510 Boston, Estados Unidos
1.512 Arábia Saudita - cidade de Jedah
1.521 Arábia Saudita
1.548 Voz da Rússia, Moldova
1.548 Kuwait
1.557 France Info - cidade de Nice na França
1.557 Taiwan
1.566 Índia
1.575 Sawa
1.610 Anguila, Caribe
1.620 WDHP Ilhas Virgens, Caribe
1.660 WRRU Única, Nova York
 
Exemplos de Logs de Rocco Cotroneo
Abril - 2003 - Boa propagação nos últimos dias aqui no Rio de Janeiro, sobretudo no Oriente Médio na hora do pôr-do-sol (20,45 UTC).
Formato : Freqüência, Dia, Hora UTC e ID

702 9/4 03,25 702 Talk, África do Sul. Telefonemas ao vivo e comentários sobre a guerra. Primeira vez. Talk Radio 567 forte também.
1017 11/4 21,30 IRIB 1, Irao. Paralelo com 1503. Muito QRM, cantos
1458 11/4 21,10 Sunrise Radio, Inglaterra. Programação e musica para a comunidade asiática. Mx indiana
1467 11/4 21,00 TWR Mônaco. Programa religioso em inglês e árabe. Sinal local
1476 10/4 20,45 Dubai. Esta emissora entra todos os dias por 4-5 horas, com sinal forte
1503 10/4 22,10 IRIB 1, Irao. Regular nestes dias, em farsi. Programa musical e noticias geralmente na meia-hora
1548 10/4 21,15 R. Sawa, Kuwait. Na antiga freqüência da Voa, programação variada anti Saddam, em árabe
1548 11/4 20,45 TWR Griogoriopol, Moldava Em romeno e depois das 21,00 num idioma slavo. Tx compartilhado com a Voice of Russia.
1557 11/4 21,00 France Info, França //1377
1566 10/4 21,05 AIR India Poucos minutos em // com 9425. Mx, sitar. Aquele 1.000 Kw tx que de vez em quando aparece
1575 10/4 22,10 Al-Mustaqbal, Kuwait. Esta emissora nasceu como clandestina anti Saddam. Artigo interessante do colega Mika Makelainen que esteve lá como repórter pra cobrir a guerra, no site http://www.dxing.info/profiles/clandestine_future.dx

O equipamento utilizado foi o receptor AOR 7030+ e antena Welbrok K9AY, em bairro praiano da cidade do Rio de Janeiro.
Exemplos de Logs de Sarmento Campos
1476 23/02/2004 20,45 UAU, Dubai - Emirados Árabes Unidos, recitação do Al Corão SINPO 34333
1512 23/02/2004 20,50 Call of Islã, Jeddah - Arábia Saudita, talk locutora e locutor em árabe SINPO 34333
O equipamento utilizado foi o receptor Icom R75 e antena mini Beverage de 160 metros terminada na areia da praia, em Maricá no estado do Rio de Janeiro.

fonte: http://www.sarmento.eng.br 

Toda matéria  vinda do site do Sarmento Campos,foi autorizado por ele. Com os devidos créditos. Copyright © 2002 Sarmento Campos. Todos os direitos reservados.

0 comentários: